Historiador Evaldo Cabral de Mello tomará posse na ABL no final desta semana

Cerimônia ocorrerá às 21 horas, no tradicional prédio da entidade, o Petit Trianon

Atualizado em 24/03/2015 às 09:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O diplomata, historiador e escritor pernambucano Evaldo Cabral de Mello, 78, tomará posse na cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras (ABL) na próxima sexta-feira (27/3), às 21 horas, no tradicional prédio da entidade, o Petit Trianon. Cr?dito:Divulga??o Escritor assume cadeira que foi do seu irm?o, o autor Jo?o Cabral de Mello Neto De acordo com a Agência Brasil, durante a posse, o professor e escritor Eduardo Portella fará a recepção em nome da Academia. Depois do discurso do novo imortal, o presidente da ABL, Geraldo Holanda Cavalcanti, convidará o decano para a entrega da espada. A aposição do colar ficará a cargo do acadêmico Alberto da Costa e Silva, e a entrega do diploma por Alberto Venancio Filho.
Mello foi eleito em 23 de outubro do ano passado para suceder o romancista, cronista, jornalista e tradutor João Ubaldo Ribeiro, que morreu no dia 18 de julho. Em 2014, a Academia perdeu, além de Ubaldo, Ivan Junqueira e Ariano Suassuna. Para a vaga de Junqueira, foi eleito o poeta maranhense Ferreira Gullar, enquanto Zuenir Ventura ocupa a cadeira de Suassuna.
Carreira
Considerado um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo Cabral de Mello nasceu em 1936, no Recife (PE), e atualmente vive no Rio de Janeiro (RJ). Ele é irmão do também poeta João Cabral de Mello Neto (1920-1999), que entrou para a ABL em 1968, e primo do sociólogo e escritor Gilberto Freyre (1900-1987).
Na carreira de diplomata serviu embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, nas missões do país em Nova York e Genebra e nos consulados gerais em Lisboa e Marselha, na França.
Como historiador, dedicou-se à história regional e do tempo do domínio holandês em Pernambuco, no século XVII, que serviu de base para sua primeira obra: "Olinda Restaurada" (1975), de outros livros, como "Rubro Veio (1986), "O Negócio do Brasil" (1998) e "Nassau, Governador do Brasil Holandês" (2006).
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