Haddad critica imprensa por cobertura sobre mortes de moradores de rua

Em nota divulgada em sua página no Facebook nesta sexta-feira (17/6), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, criticou a imprensa pela "inédita preocupação com higienismo e moradores em situação de rua", uma vez que, os veículos só depreciaram programas da Prefeitura como o "De Braços Abertos (DBA)" contra o consumo de crack.

Atualizado em 17/06/2016 às 15:06, por Redação Portal IMPRENSA.

nesta sexta-feira (17/6), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, criticou a imprensa pela "inédita preocupação com higienismo e moradores em situação de rua", uma vez que, os veículos só depreciaram programas da Prefeitura como o "De Braços Abertos (DBA)" contra o consumo de crack.
Crédito:Fernando Pereira/ Secom/ PMSP Haddad ironizou imprensa por preocupação momentânea com moradores de rua
"Hoje, a imprensa me acusa de querer isentar a Prefeitura de responsabilidade pelos óbitos da última frente fria. Não é verdade", escreveu. Ele destacou que não foi encontrada "nenhuma correlação entre a ação da Guarda Civil Metropolitana e os óbitos".
Haddad afirma que se entendesse que o frio não mata, não teria aberto, em 2013, 1,5 mil vagas provisórias durante o inverno e duas mil permanentes. O prefeito também cita outros programas, como o "Transcidadania" e o "Família em Foco", que não foram pautados pela mídia.
"O que se ouve nas redes são referências ao bolsa-crack e bolsa-traveco, expressões, estas sim, de desrespeito à população vulnerável", criticou. "Continuaremos a diversificar o atendimento da assistência, em combinação com saúde, segurança urbana, educação e trabalho [...] Quem romantiza a permanência na rua em situação de risco extremo não somos nós. Não sejamos hipócritas", acrescentou.
Na última quinta-feira (16/6), Haddad anunciou mais medidas para o acolhimento e proteção de pessoas em situação de rua durante uma entrevista coletiva na sede da Prefeitura. Foram reforçadas as ações da Operação Baixas Temperaturas, com a criação de quatro tendas provisórias nas regiões da Sé, Anhangabaú, Glicério e Mooca, com 250 vagas cada, além da ampliação do DBA.
O prefeito também anunciou a publicação de um decreto no próximo sábado (18/6) para deixar clara as regras dos servidores em ações de zeladoria pela cidade. O decreto deve determinar o que é permitido em trabalhos como o de reorganização do espaço público.
"Fundamentalmente, deixa-se claro que bens pessoais, instrumentos de trabalho, documentos, muletas, mochilas, receitas médicas e medicamentos não podem ser retirados em uma ação de zeladoria. Nunca pôde. Itens portáteis de sobrevivência, como a manta, cobertor, o travesseiro e o colchonete não podem ser retirados de maneira nenhuma”, ponderou o secretário de Direitos Humanos, Felipe de Paula.
Em caso de desrespeito às regras, os agentes devem receber punição. Haddad afirmou que mais de 30 Guardas Civis Metropolitanos foram expulsos da corporação por erros de conduta. “Não temos recebido reclamações formais com relação a guarda e, quando recebemos, o processo administrativo e disciplinar é aberto e por qualquer razão, se há inadequação entre o perfil do servidor e a tarefa que ele tem de cumprir, a gente afasta”, completou.