Hackers iranianos usavam contas falsas na Internet para espionar os Estados Unidos

O site iSight Partners, especializado em inteligência eletrônica, revela plano de hackers iranianos, que usavam contas falsas para espionar

Atualizado em 29/05/2014 às 20:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta quinta-feira (29/5), o portal especializado em inteligência eletrônica iSight Partners revela que hackers iranianos espionam líderes políticos e militares dos Estados Unidos, Israel e outros países. A campanha para invadir a privacidade dos oficiais se dava por meio da criação de contas falsas em redes sociais, além da elaboração de um website falso de notícias.
De acordo com Reuters, a firma de tecnologia disse que os alvos dos hackers incluem um almirante de quatro estrelas da Marinha norte-americana, parlamentares e embaixadores dos EUA, membros do lobby israelense nos EUA e quadros da Grã-Bretanha, Arábia Saudita, Síria, Iraque e Afeganistão. No entanto, a empresa preferiu não expor as vítimas e alegou que não podia informar quais dados foram roubados, mas estavam sendo buscadas credenciais para acessar redes corporativas e do governo, além de máquinas infectadas com o software malicioso, o que permitira o acesso dos iranianos.
Para identificar o ataque, o iSight apelidou a operação como “Newscaster”, onde foram criados seis perfis, que aparentemente trabalhavam para um site falso de notícias, o NewsOnAir.org, que usava conteúdos de diversas agências e veículos de comunicação, como a norte-americana Associated Press e a britânica BBC. Em simultaneidade com o suposto portal de notícias, foram criados mais oito perfis que estariam trabalhando para companhias da área de defesa e outras organizações.
Além das frentes corporativas, os hackers também montaram contas falsas no Facebook e em diversas redes sociais online para que os 14 perfis criados fossem identificados e aparentassem certa veracidade, com conteúdos pessoais fictícios, tentando assim estabelecer amizade com os alvos. Segundo a iSight, o ataque estava operando desde 2011, e pode ser uma das campanhas de espionagem eletrônica utilizando a “engenharia social” mais elaboradas em qualquer país.