Há 26 anos na Trip, Arthur Veríssimo mergulha fundo nas civilizações antigas e no ideário pop
É costume na Índia curvar-se aos pés de velhos peregrinos como forma de reverência. Uma demonstração de respeito à experiência acumulada pelo indivíduo no extenso caminho físico e espiritual percorrido até ali.
Atualizado em 03/10/2012 às 13:10, por
Guilherme Sardas.
Longe de ter idade e aparência de um velho sábio, não é de se espantar, porém, que Arthur Veríssimo, 53 anos, receba tal tratamento naquele país. “Quando falo por onde já peregrinei e os santuários onde estive, tem caras na Índia que se jogam aos meus pés”, conta.
Arthur estima ter feito 200 viagens à Amazônia, quase 30 ao Peru, 20 à Índia, 15 à Tailândia e o México, mais de 10 ao Nepal, 6 à Indonésia, 3 ao Paquistão, além de outras centenas por todo o planeta. Parte do itinerário serviu de material jornalístico nos 26 anos de revista Trip, onde ocupa o cargo de “repórter excepcional”, carinhosamente cunhado pelo publisher Paulo Lima. É da equipe fundadora, que botou a mão na massa por um jornalismo mais jovem e inovador, estreado em 1986.
Debutando nas redações aos 27 anos, trazia dois ou três artigos sobre música publicados em revistas especializadas. Mas era a rica trajetória pessoal que atrairia Lima a ponto de justificar um convite de trabalho. A dupla fora apresentada em 1983 pelo dono de uma espécie de usina multicultural da época, a “Carbono 14”, onde Arthur já despontava como um dos primeiros DJs de São Paulo. “Eu estava produzindo um vídeo sobre esportes radicais e precisava de alguém para sonorizar”, lembra Lima.
Três anos depois, decidido a fundar a Trip, Lima chamaria o DJ para fazê-lo redator da nova publicação – ideia que não se perpetuaria. “Demorou um tempo para a gente perceber que o Arthur fazia as coisas do jeito dele. Ele não era um cara de obedecer a ritos de organização. Eu brincava que deixá-lo numa redação era como guardar uma jaguatirica numa gaveta. Ou você mata ela, ou ela arrebenta a gaveta”, recorda.
Mais livre para criar, aos poucos, nasceria o repórter singular. Escrevendo em primeira pessoa, com altas pitadas satíricas, abraçaria a reportagem como fruto de uma experiência vivencial, mergulhando naquilo que o fascinava desde a adolescência: religiões e ritos milenares, com seus mistérios, transes coletivos e soluções sagradas. O bizarro, o rock e a cultura pop adensavam o caldeirão de referências. Tudo tinha suas origens...
Leia o perfil completo na edição de setembro (283) de IMPRENSA.
Arthur estima ter feito 200 viagens à Amazônia, quase 30 ao Peru, 20 à Índia, 15 à Tailândia e o México, mais de 10 ao Nepal, 6 à Indonésia, 3 ao Paquistão, além de outras centenas por todo o planeta. Parte do itinerário serviu de material jornalístico nos 26 anos de revista Trip, onde ocupa o cargo de “repórter excepcional”, carinhosamente cunhado pelo publisher Paulo Lima. É da equipe fundadora, que botou a mão na massa por um jornalismo mais jovem e inovador, estreado em 1986.
Debutando nas redações aos 27 anos, trazia dois ou três artigos sobre música publicados em revistas especializadas. Mas era a rica trajetória pessoal que atrairia Lima a ponto de justificar um convite de trabalho. A dupla fora apresentada em 1983 pelo dono de uma espécie de usina multicultural da época, a “Carbono 14”, onde Arthur já despontava como um dos primeiros DJs de São Paulo. “Eu estava produzindo um vídeo sobre esportes radicais e precisava de alguém para sonorizar”, lembra Lima.
Três anos depois, decidido a fundar a Trip, Lima chamaria o DJ para fazê-lo redator da nova publicação – ideia que não se perpetuaria. “Demorou um tempo para a gente perceber que o Arthur fazia as coisas do jeito dele. Ele não era um cara de obedecer a ritos de organização. Eu brincava que deixá-lo numa redação era como guardar uma jaguatirica numa gaveta. Ou você mata ela, ou ela arrebenta a gaveta”, recorda.
Mais livre para criar, aos poucos, nasceria o repórter singular. Escrevendo em primeira pessoa, com altas pitadas satíricas, abraçaria a reportagem como fruto de uma experiência vivencial, mergulhando naquilo que o fascinava desde a adolescência: religiões e ritos milenares, com seus mistérios, transes coletivos e soluções sagradas. O bizarro, o rock e a cultura pop adensavam o caldeirão de referências. Tudo tinha suas origens...
Leia o perfil completo na edição de setembro (283) de IMPRENSA.






