Há 25 anos, IMPRENSA trouxe especial sobre jornalismo de luxo e curiosidades da época

Claudio Schleder, fundador e diretor da revista Interview, dizia que “cada pessoa tem um ponto fraco de vaidade e é com essa descoberta que a gente se preocupa”.

Atualizado em 04/10/2013 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito: Reprodução A lista era extensa e repleta de velhos conhecidos da mídia e leitores em geral: Andrea Carta, Luís Fernando Veríssimo, Marília Gabriela e Silvia Poppovic, entre outros. Em diferentes funções, cada um desses jornalistas frequentava as altas rodas da sociedade, tinha acesso a produtos importados – raríssimos num Brasil ainda de economia fechada.
Nesta entrevista, Joyce Pascowitch, então diretora da extinta revista AZ e “festejada colunista da Folha de S.Paulo ”, tinha como concorrente a Vogue e reivindicava a qualidade de chic underground para sua publicação ao citar a capa com Supla, então mais conhecido como filho de Marta e Eduardo Suplicy que como vocalista da banda Tokyo, e confessava usar “só gosta de camisetas brancas de decote careca americanas e calças nacionais. Nas roupas íntimas, ela arrasa: só usa calcinhas de algodão feitas a mão por duas velhinhas na Via della Croce, em Roma”.
Augusto Nunes, então diretor de O Estado de S. Paulo , atualmente apresentador da Roda Viva e colunista do Veja.com, esbanjou elegância ao contar sobre um “quase” vexame na festa de comemoração de 100 anos da Coca-Cola, em Atlanta, nos EUA. “Como os convidados estavam divididos por continentes, coube ao jornalista almoçar na ala brasileira. Os seus compatriotas foram abarrotando os pratos até transformarem o chão numa pista escorregadia, untada de maionese. Antes de levar um tombo, Augusto rapidamente tratou de se livrar da situação. Mudou de sala e apresentou-se como austríaco na sala europeia”, contava.
A matéria afirmava ainda que “bem-sucedidos, respeitados e temidos, os editores das revistas de estilo do Brasil parecem ter tudo para integrar a lista das pessoas sobre as quais não se cansam de falar. Mas nenhum deles se declara rico ou dá sinais de que pretende entrar de vez para o jet set. Afinal, aprenderam, chique mesmo é não precisar, mas continuar trabalhando”. O tempo provou que eles seguem chiques.
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