Guga Noblat vai ao STF contra absolvição de Daniel Silveira por agressão
Guga Noblat vai ao STF contra absolvição de Daniel Silveira por agressão
Atualizado em 16/06/2021 às 09:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Em 2019, Silveira arremessou o celular de Guga no chão ao ser questionado sobre a morte da vereadora Marielle Franco. No entendimento do juiz Edilson Enedino das Chagas, Guga Noblat contribuiu para a situação que acabou na agressão. "Os documentos e vídeo do acontecimento revelam um clima de alteração entre as partes deflagrado por enquete provocativa do jornalista, seguida de outras insinuações que foram repelidas", diz a decisão. Crédito:Reprodução/Youtube
O jornalista Guga Noblat, da Jovem Pan "Já em um segundo momento, dentro da casa parlamentar, também seguido de provocações pelo recorrente [Guga], momento em que o recorrido [Daniel Silveira] verbalizou ofensas contra o jornalista, além de derrubar o seu celular", diz o texto, que pondera que comportamentos como esses não devem fazer parte da rotina parlamentar. Em uma entrevista ao site Poder360, Noblat classifica a decisão como um "precedente para que políticos batam em jornalistas".
"Estamos atravessando um momento obscuro. Por isso, não me surpreende tanto a decisão. Estão, de certa forma, abrindo precedente para que políticos batam em jornalistas. Se ele sentir que a pergunta o deixou em saia justa e interpretar aquilo como algo provocativo, pode inventar uma desculpa para um safanão", disse.
Noblat, então na Jovem Pan questionou dois momentos do deputado - quando ele quebrou a placa em homenagem à vereadora; e quando entrou em uma escola do Rio de Janeiro procurando indícios de conteúdo político.
Segundo o relato de Noblat, Silveira o teria ameaçado. Em seguida, perguntou o deputado considerava "mais fácil quebrar sua cara ou a placa de Marielle". Silveira então teria jogado o telefone no chão, e dito "Arremessei. E aí, irmão? Te bati, babaca. Vai no STF e me processa. Tu é um babaca, rapaz".
Noblat pede indenização por dano material do aparelho e danos morais no valor de R$ 18 mil, também negadas pela justiça.





