"Guerra entre Globo e Record" repercute em capa da revista Veja
"Guerra entre Globo e Record" repercute em capa da revista Veja
"Guerra entre Globo e Record" repercute em capa da revista Veja
Com repercussão em veículos de todos os meios, desde canais de televisão, até jornais, revistas e sites, a polêmica sobre a concorrência entre as emissoras Globo e Record foi a capa desta semana da revista Veja , a revista semanal de maior circulação no país.
Sob o título "No ar, mais um vice-campeão de audiência", a matéria que ocupa nove páginas da revista apresenta depoimentos e comparações entre as duas emissoras concorrentes e lembra que Edir Macedo, dono da Record, não satisfeito com o segundo lugar e pretendendo ir mais longe, "tem os meios da igreja Universal para isso", diz o texto de Marcelo Marthe.
Apesar da ainda grande diferença entre as audiências da TV Globo e TV Record, a emissora líder no mercado brasileiro não conseguiu conter a reação ao editorial do "Jornal da Record" e afirmou, em nota oficial, que "agressões desse tipo eram de se esperar vindas de um grupo que lucra com a manipulação da fé religiosa". - o editorial da Record trazia críticas ao "monopólio" estabelecido pela Globo. "Trata-se de uma resposta que aponta as circunstâncias nebulosas que alavancaram a Record, mas não há dúvidas de que por trás dela existe outro fato: o desafio imposto pelo canal do bispo Edir Macedo é o mais duro que a Globo já enfrentou", diz o texto de Veja .
Ao ressaltar a ambição do líder da Igreja Universal, Veja conta que a Record adotou uma programação muito semelhante a da concorrente e "investiu pesado com a intenção de emular o "Jornal Nacional", além de efetuar altos investimentos da indústria de novelas, um dos carros-chefe da emissora da família Marinho.
"O acirramento da competição na televisão apenas raramente leva a melhorias na qualidade da programação. A atual investida da Record parece ser um desses raros casos. A emissora se propõe a igualar e até superar, como dizem seus mais animados executivos, o padrão Globo de qualidade", diz o texto.
Sobre a relação que a emissora mantém com a Igreja Universal, a matéria afirma que faria parte do marketing da Record mostrar-se independente, apesar de esta relação ser "indelével não apenas na origem e na coincidência de nomes com poder em ambas as instituições".
Ao comentar a polêmica do lançamento da Record News, Veja cita que "de um lado, a Globo o fazia [o ministro das Comunicações, Hélio Costa] saber que a abertura da emissora [Record News] feriria certos aspectos da legislação, em especial a proibição de que um mesmo grupo tenha dois canais abertos na mesma cidade. De outro, políticos ligados à Universal, como o senador Marcelo Crivela e o vice-presidente José Alencar, assediavam Costa com a informação de que existe uma saída jurídica para o impasse".- a solução encontrada por Costa foi sugerir à Record que mudasse a composição societária da Rede Mulher.
"Os espectadores ficam na torcida para que da guerra resultem opções cada vez melhores no vídeo", termina a matéria, imediatamente antes de descrever a "versão do Bispo Macedo", ao apresentar o lançamento da biografia. "O Edir Macedo que emerge das páginas é um homem obstinado e que se julga perseguido", diz.






