Grupo RBS comenta suposta "omissão" na cobertura de crime envolvendo filho de dirigente
Grupo RBS comenta suposta "omissão" na cobertura de crime envolvendo filho de dirigente
O Grupo RBS, de propriedade da família Sirotsky e afiliada da Rede Globo para a região sul do país, emitiu comunicado, na última sexta-feira (2), em que responde às reportagens que apontam o suposto envolvimento do filho de um dos dirigentes do conglomerado em um crime e acusam o Grupo de tentar omitir o caso.
Em nota publicada em um dos jornais do Grupo, o Diário Catarinense , a RBS lamentou "a forma irresponsável, maldosa e fantasiosa pela qual o episódio vem sendo propagado, principalmente por alguns saites (sic) e blogs na Internet".
Noticiado pela imprensa gaúcha desde a segunda metade do mês de junho, o crime ficou fora dos veículos da família Sirotsky até o dia 30, quando então foram publicadas matérias nos jornais Diário Catarinense , Jornal de Santa Catarina , A Notícia , Zero Hora e nos telejornais "RBS Notícias" e "Jornal do Almoço".
A Rede Record Sul, por exemplo, produziu reportagens sobre a suposta omissão do Grupo RBS e traçou um comparativo do desfecho dos crimes quando cometidos por membros de famílias renomadas.
O caso ganhou notoriedade nacional quando a emissora veiculou, nos principais programas da emissora, matérias dando conta de que um dos filhos de Sérgio Sirotsky, membro do Conselho de Administração do Grupo RBS, teria participação em um ato de violência sexual (RS) e que o conglomerado "tentou omitir o caso de estupro contra uma garota de 13 anos". O crime teria sido praticado na cidade de Florianópolis (SC) e envolveria, ainda, o filho de um delegado e um terceiro adolescente não identificado.
Nas reportagens, a Rede Record questiona o motivo pelo qual o Grupo RBS não teria dado cobertura usual ao caso, e omitido informações "sem entrar em detalhes e sem revelar o envolvimento de um integrante da família que controla a empresa", segundo informou o site Espaço Vital.
Procurada pelo Portal IMPRENSA, a Rede Record, por meio da Central Record de Comunicação, declarou que a escolha do caso não tem relação com o fato da RBS ser afiliada da TV Globo, mas pelo "absurdo da situação". De acordo com a emissora, o perfil dos acusados, adolescentes com "oportunidades de educação diferenciadas da maioria da população", foi o gancho da pauta.
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