Grupo norte-americano denuncia Facebook por ‘manipular emoções’ de usuários
Grupo de defensores da privacidade pede investigações do regulador norte-americano do setor sobre eventual violação de conduta do Facebook.
Atualizado em 04/07/2014 às 11:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um grupo de defensores da privacidade nos Estados Unidos apresentou uma denúncia formal para que seja investigado o comportamento do Facebook no país. A rede social fez uma pesquisa polêmica sobre as emoções dos usuários sem o aval dos internautas e está sendo criticada por diversos setores da sociedade.
Crédito:Divulgação Rede social será investigada por pesquisa sem autorização dos usuários
Segundo AFP, na ação entregue à Comissão Federal de Comércio norte-americana, o Centro de Privacidade e Informação Eletrônica argumenta que o site violou suas próprias normas de conduta perante os usuários. "A empresa manipulou deliberadamente as emoções das pessoas", destaca a denúncia.
No levantamento feito entre 11 a 18 de janeiro de 2012, o Facebook manipulou as informações de 700.000 usuários anglófonos para um estudo científico sobre o "contágio emocional" dos grupos. A pesquisa teve a supervisão de cientistas das universidades de Cornell e da Califórnia, nos EUA.
O resultado do experimento foi publicado no mês passado pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS), que revelou que os usuários usam mais palavras negativas ou positivas, de acordo com o alcance dos conteúdos a que são expostos.
A pesquisa não foi vista com bons olhos pelos internautas, já que a empresa realizou os testes sem o aval dos usuários. Os defensores da privacidade norte-americanos alegam que o Facebook "não seguiu os protocolos éticos científicos aplicados aos seres humanos".
A denúncia também pede para que seja apurado o comportamento do Facebook em outras oportunidades, uma vez que atitudes similares podem ter sido tomadas anteriormente. A polêmica pesquisa também está sendo averiguada pelas autoridades britânicas.
Na última quarta-feira (3/7), o regulador britânico do setor anunciou que o levantamento será investigado. "Estamos cientes desse problema e vamos falar com o Facebook, assim como ter contato com a autoridade de proteção de dados irlandesa para saber mais sobre as circunstâncias", disse o porta-voz do Gabinete da Comissão de Informação, Greg Jones.
"Estamos a par deste assunto e falaremos com o Facebook, além de coordenarmos com a autoridade de proteção de dados irlandesa, para saber mais sobre suas circunstâncias", disse um porta-voz à AFP. Na apuração, funcionários de alto escalão do Facebook devem ser interrogados.
Procurado, o porta-voz da rede social afirma que a empresa está disposta a responder e a colaborar com as investigações. "Está claro que o estudo incomodou as pessoas e assumimos a responsabilidade", disse.
Crédito:Divulgação Rede social será investigada por pesquisa sem autorização dos usuários
Segundo AFP, na ação entregue à Comissão Federal de Comércio norte-americana, o Centro de Privacidade e Informação Eletrônica argumenta que o site violou suas próprias normas de conduta perante os usuários. "A empresa manipulou deliberadamente as emoções das pessoas", destaca a denúncia.
No levantamento feito entre 11 a 18 de janeiro de 2012, o Facebook manipulou as informações de 700.000 usuários anglófonos para um estudo científico sobre o "contágio emocional" dos grupos. A pesquisa teve a supervisão de cientistas das universidades de Cornell e da Califórnia, nos EUA.
O resultado do experimento foi publicado no mês passado pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS), que revelou que os usuários usam mais palavras negativas ou positivas, de acordo com o alcance dos conteúdos a que são expostos.
A pesquisa não foi vista com bons olhos pelos internautas, já que a empresa realizou os testes sem o aval dos usuários. Os defensores da privacidade norte-americanos alegam que o Facebook "não seguiu os protocolos éticos científicos aplicados aos seres humanos".
A denúncia também pede para que seja apurado o comportamento do Facebook em outras oportunidades, uma vez que atitudes similares podem ter sido tomadas anteriormente. A polêmica pesquisa também está sendo averiguada pelas autoridades britânicas.
Na última quarta-feira (3/7), o regulador britânico do setor anunciou que o levantamento será investigado. "Estamos cientes desse problema e vamos falar com o Facebook, assim como ter contato com a autoridade de proteção de dados irlandesa para saber mais sobre as circunstâncias", disse o porta-voz do Gabinete da Comissão de Informação, Greg Jones.
"Estamos a par deste assunto e falaremos com o Facebook, além de coordenarmos com a autoridade de proteção de dados irlandesa, para saber mais sobre suas circunstâncias", disse um porta-voz à AFP. Na apuração, funcionários de alto escalão do Facebook devem ser interrogados.
Procurado, o porta-voz da rede social afirma que a empresa está disposta a responder e a colaborar com as investigações. "Está claro que o estudo incomodou as pessoas e assumimos a responsabilidade", disse.





