Grupo Abril se defende das acusações de Renan Calheiros em nota

Grupo Abril se defende das acusações de Renan Calheiros em nota

Atualizado em 08/08/2007 às 13:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Em resposta às críticas feitas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o Grupo Abril, proprietário da revista Veja , divulgou nota se defendendo das acusações feitas pelo senador. Com pouco mais de uma linha, a nota diz que a " Veja investiga, apura e denuncia tudo o que prejudica o Brasil e os brasileiros e pretende continuar fazendo isso".

Em carta divulgada na última segunda-feira (6/08) e em seu discurso no Plenário na tarde da terça, Calheiros acusou a revista de fazer denúncias contra ele para encobertar a venda da TVA, que faz parte do Grupo Abril, para a Telefônica.

"Quem sabe [a Veja ] quer usar-me como cortina de fumaça para que, por suas sombras, acabe por ser celebrada uma nebulosa transação de cerca de R$ 1 bilhão envolvendo a venda de uma concessão de canal de televisão pelo grupo Abril, proprietário da revista Veja , a uma empresa estrangeira?", dizia Calheiros na carta enviada aos senadores.

Segundo informações da Radiobrás, esta "nebulosa transação" seria a transferência de controle e outorga de sete operadoras de TV por assinatura via cabo e satélite nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS), Curitiba, Foz do Iguaçu (PR), Florianópolis e Caboriú (SC).

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já deu seu parecer em relação ao repasse, aprovando a transação com restrições quanto à operação da empresa Telecomunicações de São Paulo S.A.(Telesp), do grupo Telefonica, no controle da Comercial Cabo TV São Paulo S.A., operadora de TV a cabo na capital paulista. De acordo com a agência, a Telesp não pode participar do controle da Comercial Cabo, uma vez que é concessionária de um serviço público na mesma área.

Para que a análise do processo de transferência seja iniciada, é necessário que a Anatel envie para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cadê) o documento e o seu parecer sobre se a venda pode ou não prejudicar a livre concorrência no setor. O valor da transação não foi confirmado pela Anatel e pelo Grupo Abril.