Greves e acordos coletivos são difíceis na região de Dourados, diz Sindicato
Greves e acordos coletivos são difíceis na região de Dourados, diz Sindicato
"Greve nas redações é uma situação difícil de ser imaginada por aqui", declara Luís Carlos Luciano, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Dourados (MS). Segundo ele, os acordos coletivos existem há apenas dois anos na cidade e, portanto, "não há tradição de negociação". Dessa forma, Carlos acredita que as condições internas de trabalho, assim como o piso salarial, devem ser melhorados e para isso deve haver uma política que estimule o acordo coletivo. "Estamos tentando construir essa política, mas não é fácil, pois os principais empresários do setor são muito resistentes e o assédio e sobrecarga nas redações são intensos".
Luís Carlos é formado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e é jornalista do serviço público, além de diretor do Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da Fenaj. Ele afirma que existem, atualmente, 100 jornalistas atuando no mercado de comunicação de Dourados, sendo que 70% são filiados ao Sindicato. "Temos jurisdição sobre 13 municípios da região sul de MS. A nossa estrutura é pequena e por isso avançamos lentamente na questão regional. No entanto, estamos tentando iniciar esse trabalho, investindo nesse sentido na cidade de Ponta Porã, divisa com o Paraguai", declara.
A cidade de Dourados, por não possuir um sindicato patronal, conta com quatro pisos salariais diferentes, que variam de R$ 750 a R$ 1,3 mil. "Os acordos são feitos separadamente, por empresa. Conseguimos somar a esses valores o índice inflacionário entre 2006/2007, que foi pouco mais de 3%". O presidente afirma, ainda, que os acordos deste ano já foram fechados e que "não houve praticamente nenhum avanço em relação ao ano passado, a não ser esse acréscimo do índice de inflação".






