Great Place to Work® e revista Época respondem informações de colunista do Portal IMPRENSA

Great Place to Work® e revista Época respondem informações de colunista do Portal IMPRENSA

Atualizado em 16/09/2008 às 17:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta terça-feira (16), a Great Place to Work® revista Época enviaram à redação do Portal IMPRENSA, respondendo informações publicadas na coluna " ", assinada pelo professor Wilson da Costa Bueno. Abaixo, a íntegra do texto:

"Em atenção à coluna "A mídia e as melhores empresas para trabalhar", veiculada no Portal Imprensa, em 10 de setembro, a consultoria internacional Great Place to Work® e a Revista Época, da Editora Globo, gostariam de esclarecer incorreções contidas no artigo assinado pelo professor Wilson da Costa Bueno. Certamente, os equívocos e imprecisões contidos no texto são resultado da falta de informação sobre o processo de avaliação para a elaboração da pesquisa "Melhores Empresas para Trabalhar - Brasil" e do desconhecimento sobre o trabalho realizado pelos jornalistas da Revista Época - uma equipe que optou por um jornalismo sério e que respeita a inteligência do leitor.

Em linhas gerais, esclarecemos os seguintes pontos:

- Conduzida com base em metodologia exclusiva do Great Place to Work®, a pesquisa "Melhores Empresas para Trabalhar" - realizada no Brasil há 12 anos e adotada em 41 países - não "virou moda", como mencionado no texto, nem se trata de uma "jogada de marketing para arrebanhar anúncios", como também afirma o texto. O desenvolvimento do estudo está ligado à missão adotada pelo Great Place to Work® em vários países: construir uma sociedade melhor, ajudando empresas a transformar o ambiente de trabalho.

- Cabe informar que a pesquisa "Melhores Empresas para Trabalhar - Brasil" tem critérios consistentes e é baseada em duas avaliações: uma com os colaboradores, que responderam a um questionário, voluntário e anônimo, por meio do qual descrevem a realidade da empresa e explicam o que consideram único e diferenciado em seu ambiente de trabalho. A outra avaliação é realizada com a própria empresa, que detalha as melhores práticas e benefícios. Há também auditorias realizadas por consultores do Great Place to Work® e validadas por uma equipe de jornalistas da revista Época . A avaliação dos colaboradores responde por 67% do cálculo da média final: sendo 62% referentes às respostas quantitativas e 5% às qualitativas. Já a avaliação das práticas da empresa tem peso de 33%.

- A metodologia do Great Place to Work® é baseada na avaliação da satisfação dos colaboradores, em cinco Dimensões: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem e nas práticas de gestão de pessoas das empresas, em nove áreas: Contratar e Receber; Inspirar; Falar; Ouvir; Agradecer; Desenvolver (pessoal e profissional); Cuidar; Celebrar e Compartilhar. Esse processo de classificação resulta em um estudo considerado um dos mais importantes do mundo, dado o caráter internacional e independente da consultoria.

- Publicadas por jornais e revistas como Le Figaro e L´Express (França), El Mundo (Espanha), The Financial Times (Inglaterra), Fortune (Estados Unidos), entre outros, as pesquisas e a metodologia adotadas são consideradas por pesquisadores da Wharton School of Business , Russel Investment e outras entidades acadêmicas e privadas como altamente confiáveis. Estudo conduzido pelo Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) mostrou que entre agosto de 2000 e dezembro de 2007 o retorno das Melhores Empresas para Trabalhar - Brasil foi 94% superior ao Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBovespa). Os dados comprovam que as boas práticas - apontadas e avaliadas principalmente pelos próprios funcionários das Melhores na pesquisa - estão relacionadas diretamente aos bons resultados nos negócios. Ou seja, a postura diferenciada dessas empresas, de investir na excelência do ambiente de trabalho e na evolução da relação entre empregados e empregadores tem impacto positivo também sobre os negócios.

- A afirmação de que algumas empresas "sumiram" da pesquisa "Melhores Empresas para Trabalhar - Brasil", publicada pela revista Época - e não Época Negócios , como citado incorretamente no texto - não reflete a realidade. O que ocorre é que as empresas que não se mantêm na lista das 100 melhores enfrentaram uma grande concorrência, pois a cada ano o número de empresas pesquisadas aumenta - são mais de 3.700 e um milhão de funcionários em 41 países. Ou seja, a rotatividade é um processo natural e deve-se ao ingresso de mais empresas na disputa.

- O autor do texto afirma que não trabalharia em algumas empresas, exemplo: "teria restrições a inúmeros laboratórios farmacêuticos". A opção é um legítimo exercício de sua liberdade - inclusive de expressão. Entretanto, é fato que milhares de pessoas o fazem e com orgulho. Essas pessoas também exercem a liberdade de escolha e têm uma opinião diferente da expressa pelo professor Wilson da Costa Bueno. Mais do que isso, expressam claramente essa opinião nas pesquisas realizadas em vários países. O McDonald´s, por exemplo, é considerado - por funcionários de vários países, inclusive do Brasil - uma excelente porta de entrada de jovens no mercado de trabalho; um lugar de aprendizado de valores como trabalho em equipe, responsabilidade, disciplina e liderança; um lugar que oferece a base para um futuro em outras corporações. Em anos de pesquisa, comprovamos que profissionais de diferentes vertentes valorizam ambientes corporativos alinhados ao seu perfil pessoal. O fato é que os próprios funcionários avaliam quais são as melhores empresas para trabalhar. Expressam a sua satisfação com o ambiente de trabalho com base em critérios objetivos. Não se trata de "fórmulas mágicas para vencer na vida", como afirma o texto, muito menos se trata de "enganar os que realmente gostariam de encontrar uma empresa séria". Novamente, afirmações como essa revelam total desconhecimento pela forma como a pesquisa é realizada, em especial o fato de que tem como fonte principal de informação a opinião manifestada de forma livre e democrática pelos próprios funcionários. Se, antes de opinar, o professor Wilson da Costa Bueno tivesse a preocupação mínima de se informar, saberia responder rapidamente à pergunta que coloca no texto: "Quem será que foi entrevistado para dizer que a empresa é boa para trabalhar?". Novamente, destacamos e nos colocamos à disposição para mais informações: foram os próprios funcionários, professor Wilson da Costa Bueno.

- As particularidades das empresas são destacadas pela equipe de editores e jornalistas da revista Época com senso crítico e profissionalismo, sendo baseadas na opinião dos funcionários que valorizam determinadas práticas de gestão de pessoas empreendidas pelas empresas. A publicação não recomenda essa ou aquela companhia; não faz juízo de valores; não tem caráter propagandístico; não recomenda que o profissional se empregue nessa ou naquela empresa; tão pouco recomenda que o faça em detrimento de princípios éticos.

- Vale informar também que a questão da desiqualdade enfrentada por mulheres no mercado de trabalho é um reflexo da sociedade como um todo; um fenômeno mundial detectado na década de 1960. No Brasil o índice de mulheres no mercado de trabalho é praticamente de 50% - sendo que os cargos de chefia são ocupados por 20% delas. As Melhores Empresas estão avançando no processo de igualdade de gêneros, mas em nenhum momento afirmamos que esse processo foi concluído.

Em suma, o Great Place to Work® e a revista Época estão à disposição do professor Wilson da Costa Bueno e da equipe do Portal/Revista Imprensa para detalhar a metodologia da pesquisa; encaminhar os dados levantados pelos consultores com os funcionários das empresas; enviar edições nacionais e internacionais da pesquisa. Temos a certeza de que o Portal Imprensa acredita na missão do jornalista de bem informar a seus leitores, com base em informações bem apuradas e em linha com a realidade dos fatos.

Atenciosamente,

José Tolovi Jr.
Presidente do Great Place to Work®
Doutor e mestre em Sistemas de Informação e Decisão pelo IAE da Universidade de Grenoble (França), pós-graduado em Administração de Empresas (EAESP-FGV) e Engenheiro Metalurgista (Escola Politécnica da USP).

David Cohen
Redator-chefe da Revista Época "