Grande Prêmio acusa Estadão de plagiar quase 50 matérias
Além de veicular o conteúdo do portal de automobilismo, o jornal teria distribuído o conteúdo por meio da Agência Estado
Atualizado em 24/03/2022 às 12:03, por
Denise Bonfim.
O Estadão e a Agência Estado estão sendo acusados de plágio pelo Grande Prêmio, site especializado na cobertura de automobilismo. As denúncias foram feitas pelo diretor-executivo do portal, Victor Martins, ainda em fevereiro, pelo Twitter.
"O Estadão copiando conteúdo do Grande Prêmio e ganhando com isso. Vejam só esta Matéria feita pela Juliana Tesser sobre Marc Márquez", escreveu. "Fui clicar para ver no tal Estadao Conteúdo para verificar. E não é que tudo que é feito de automobilismo é copiado nosso? (...) Notem que até um erro de digitação foi copiado". Crédito:Reprodução/Google Street View
Sede do Estadão, no Bairro do Limão (SP) Segundo Victor, o Estadão "tomou ciência" e "admitiu que se trata 'do maior caso de plágio da história de mais de 140 anos' do grupo de comunicação".
Ao Portal IMPRENSA, ele afirma que o caso, no entanto, não foi tratado com a seriedade devida pela direção do jornal.
"O Estadão copiou sistematicamente durante dois meses e meio um material extenso do Grande Prêmio sobre Fórmula 1, Indy, MotoGP e Rally Dakar, e esta conduta seria mantida se não fosse nossa intervenção. É provavelmente o maior caso de plágio da história do jornalismo brasileiro", diz Martins.
"Com este material, sustentou seus amplos negócios por meio de parceiros e assinaturas. Espero que o grupo, que admitiu o plágio, passe a tratar, de fato, com a seriedade devida e dê a ele - e ao Grande Prêmio - o reparo justo e correto."
Segundo ele, foram plagiados ao menos 47 textos, reproduzidos por ao menos 40 veículos por meio da Agência Estado, o que totalizaria, nas contas do Grande Prêmio, 951 reproduções.
O diretor teve uma reunião com o Estadão, que não teve resultado. "Na primeira e única reunião que fizemos, contestaram os valores que apresentamos em uma eventual ação judicial, cujo cálculo foi detalhado e todo amparado na Lei de Direitos Autorais e em cima dos danos morais e materiais, e apresentaram basicamente uma proposta para pagar os conteúdos de forma retroativa", conta.
"É como se tivessem sido assinantes do conteúdo do Grande Prêmio, esquecido de pagar e proposto pagar com multa e juros módicos."
Alguns textos publicados por parceiros da Agência Estado, como a IstoÉ, já saíram do ar. Segundo o Poder360, o estadão pediu que os veículos removessem o conteúdo, se comprometendo a assumir quaisquer consequências advindas do fato.
, no entanto, apurou que o responsável pelo conteúdo foi demitido por justa causa, e que o departamento jurídico do Estadão pediu para que as matérias fossem apagadas do arquivo do site.
"O Estadão copiando conteúdo do Grande Prêmio e ganhando com isso. Vejam só esta Matéria feita pela Juliana Tesser sobre Marc Márquez", escreveu. "Fui clicar para ver no tal Estadao Conteúdo para verificar. E não é que tudo que é feito de automobilismo é copiado nosso? (...) Notem que até um erro de digitação foi copiado". Crédito:Reprodução/Google Street View
Sede do Estadão, no Bairro do Limão (SP) Segundo Victor, o Estadão "tomou ciência" e "admitiu que se trata 'do maior caso de plágio da história de mais de 140 anos' do grupo de comunicação". Ao Portal IMPRENSA, ele afirma que o caso, no entanto, não foi tratado com a seriedade devida pela direção do jornal.
"O Estadão copiou sistematicamente durante dois meses e meio um material extenso do Grande Prêmio sobre Fórmula 1, Indy, MotoGP e Rally Dakar, e esta conduta seria mantida se não fosse nossa intervenção. É provavelmente o maior caso de plágio da história do jornalismo brasileiro", diz Martins.
"Com este material, sustentou seus amplos negócios por meio de parceiros e assinaturas. Espero que o grupo, que admitiu o plágio, passe a tratar, de fato, com a seriedade devida e dê a ele - e ao Grande Prêmio - o reparo justo e correto."
Segundo ele, foram plagiados ao menos 47 textos, reproduzidos por ao menos 40 veículos por meio da Agência Estado, o que totalizaria, nas contas do Grande Prêmio, 951 reproduções.
O diretor teve uma reunião com o Estadão, que não teve resultado. "Na primeira e única reunião que fizemos, contestaram os valores que apresentamos em uma eventual ação judicial, cujo cálculo foi detalhado e todo amparado na Lei de Direitos Autorais e em cima dos danos morais e materiais, e apresentaram basicamente uma proposta para pagar os conteúdos de forma retroativa", conta.
"É como se tivessem sido assinantes do conteúdo do Grande Prêmio, esquecido de pagar e proposto pagar com multa e juros módicos."
Alguns textos publicados por parceiros da Agência Estado, como a IstoÉ, já saíram do ar. Segundo o Poder360, o estadão pediu que os veículos removessem o conteúdo, se comprometendo a assumir quaisquer consequências advindas do fato.
, no entanto, apurou que o responsável pelo conteúdo foi demitido por justa causa, e que o departamento jurídico do Estadão pediu para que as matérias fossem apagadas do arquivo do site.





