Gráfica citada na Lava Jato se defende de acusação e questiona "incômodo" da imprensa
A Rede Brasil Atual (RBA), um dos veículos pertencentes à Gráfica Atitude, citada na Operação Lava Jato, publicou editorial na última quinta-feira (16/4) no qual se defende e questiona o incômodo da imprensa comercial com o seu modo de comunicação.
Atualizado em 17/04/2015 às 11:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
pertencentes à Gráfica Atitude, citada na Operação Lava Jato, publicou editorial na última quinta-feira (16/4) no qual se defende e questiona o incômodo da imprensa comercial com o seu modo de comunicação.
A RBA é responsável por produtos como Revista do Brasil, o portal Rede Brasil Atual, edições regionais de um jornal impresso e a produção de conteúdo jornalístico para a Rádio Brasil Atual.
Crédito:Reprodução Veículo nega envolvimento na Lava Jato e se dispõe a prestar esclarecimentos
Para o veículo, "o alvo do procedimento era outro: alimentar o ódio ao PT e à CUT em um dia de manifestações contundentes em todo o Brasil em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos avanços sociais e democráticos”.
A informação de que a gráfica estava entre as mencionadas na Operação ocorreu após a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que segundo despacho do juiz Sergio Moro, foi baseada na delação premiada de Augusto Mendonça, empresário da Setal Óleo e Gás. Segundo ele, Vaccari teria solicitado pagamento de R$ 2,5 milhões em prestações mensais, entre 2011 e 2013, que teriam sido repassadas Atitude em forma de anúncios.
"À primeira observação, salta o detalhe: um profissional da imprensa tradicional tinha em mãos, um dia antes da prisão do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o teor da nova etapa do processo que corre em segredo de Justiça. Não era o único. Tudo leva a crer que as redações dos maiores veículos habitualmente favorecidos pela prática do vazamento seletivo de informações sigilosas já estavam com seus textos elaborados antes de o fato político – a prisão – ser consumado”, destaca.
O texto explica que os recursos que sustentam os veículos ligados à Gráfica Atitude são provenientes de entidades "determinadas a fazer dos investimentos em comunicação um sindicalismo cidadão, de prestação de serviços editoriais que têm o jornalismo como matéria-prima e de uma escassa receita de publicidade e patrocínios".
Destaca ainda que os recursos destinados pelas entidades sindicais são objeto regular de prestação de contas de associados e que “todos os recursos são integralmente destinados às despesas operacionais e administrativas decorrentes da produção, distribuição e veiculação de conteúdo jornalístico, e devidamente contabilizadas”.
A RBA reforça que tem atuado junto a um "amplo universo de fazedores de comunicação – alguns com mais rodagem, outros contemporâneos, outros que não param de surgir –, contribuindo com a diversidade da abordagem dos fatos”. Segundo a editora, esse é o motivo pela qual “passamos a incomodar a imprensa comercial e seus patrocinadores”.
“Nossa política editorial é assumidamente de esquerda, humanista, voltada para o estímulo à participação social, à defesa intransigente dos direitos humanos, à busca da cidadania plena para as maiorias da população e às minorias oprimidas por preconceitos nefastos, à construção de um novo modelo de desenvolvimento que viabilize o planeta para as gerações futuras. Nossas afinidades com pontos programáticos, seja da CUT, seja do PT, não nos priva da liberdade editorial de produzir conteúdo que ora desagrada seus militantes e dirigentes, ora desagrada seus opositores”, acrescentou.
A Editora completa dizendo que em relação às denúncias veiculadas na imprensa, "mantém seus contratos de forma regular, registrados, e está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos”.
A RBA é responsável por produtos como Revista do Brasil, o portal Rede Brasil Atual, edições regionais de um jornal impresso e a produção de conteúdo jornalístico para a Rádio Brasil Atual.
Crédito:Reprodução Veículo nega envolvimento na Lava Jato e se dispõe a prestar esclarecimentos
Para o veículo, "o alvo do procedimento era outro: alimentar o ódio ao PT e à CUT em um dia de manifestações contundentes em todo o Brasil em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos avanços sociais e democráticos”.
A informação de que a gráfica estava entre as mencionadas na Operação ocorreu após a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que segundo despacho do juiz Sergio Moro, foi baseada na delação premiada de Augusto Mendonça, empresário da Setal Óleo e Gás. Segundo ele, Vaccari teria solicitado pagamento de R$ 2,5 milhões em prestações mensais, entre 2011 e 2013, que teriam sido repassadas Atitude em forma de anúncios.
"À primeira observação, salta o detalhe: um profissional da imprensa tradicional tinha em mãos, um dia antes da prisão do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o teor da nova etapa do processo que corre em segredo de Justiça. Não era o único. Tudo leva a crer que as redações dos maiores veículos habitualmente favorecidos pela prática do vazamento seletivo de informações sigilosas já estavam com seus textos elaborados antes de o fato político – a prisão – ser consumado”, destaca.
O texto explica que os recursos que sustentam os veículos ligados à Gráfica Atitude são provenientes de entidades "determinadas a fazer dos investimentos em comunicação um sindicalismo cidadão, de prestação de serviços editoriais que têm o jornalismo como matéria-prima e de uma escassa receita de publicidade e patrocínios".
Destaca ainda que os recursos destinados pelas entidades sindicais são objeto regular de prestação de contas de associados e que “todos os recursos são integralmente destinados às despesas operacionais e administrativas decorrentes da produção, distribuição e veiculação de conteúdo jornalístico, e devidamente contabilizadas”.
A RBA reforça que tem atuado junto a um "amplo universo de fazedores de comunicação – alguns com mais rodagem, outros contemporâneos, outros que não param de surgir –, contribuindo com a diversidade da abordagem dos fatos”. Segundo a editora, esse é o motivo pela qual “passamos a incomodar a imprensa comercial e seus patrocinadores”.
“Nossa política editorial é assumidamente de esquerda, humanista, voltada para o estímulo à participação social, à defesa intransigente dos direitos humanos, à busca da cidadania plena para as maiorias da população e às minorias oprimidas por preconceitos nefastos, à construção de um novo modelo de desenvolvimento que viabilize o planeta para as gerações futuras. Nossas afinidades com pontos programáticos, seja da CUT, seja do PT, não nos priva da liberdade editorial de produzir conteúdo que ora desagrada seus militantes e dirigentes, ora desagrada seus opositores”, acrescentou.
A Editora completa dizendo que em relação às denúncias veiculadas na imprensa, "mantém seus contratos de forma regular, registrados, e está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos”.





