Grã-Bretanha estuda projeto de monitoramento de sites de relacionamento
Grã-Bretanha estuda projeto de monitoramento de sites de relacionamento
O Governo da Grã-Bretanha apresentou um projeto de combate ao terrorismo que pode obrigar redes sociais como Facebook e Orkut a transmitir detalhes sobre os amigos e contatos dos usuários.
Os ministros do País, responsáveis pela proposta, estão preocupados com a possibilidade de que sites de relacionamentos, vastamente utilizados pelos britânicos, possam ser usados por extremistas.
A ideia ainda está em estudo, segundo o Home Office, mas críticos apontam esta iniciativa do governo como prova de que existe a intenção de se infiltrar na vida de civis, o que colocaria em risco a privacidade dos cidadãos ingleses.
No entanto, as autoridades esclareceram que não se interessam pelo conteúdo das conversas, mas em saber quem está se comunicando com quem. "Deixamos claro que a revolução nas comunicações foi rápida neste país, e a maneira pela qual recolhemos dados de comunicação precisa mudar, de modo a permitir que as agências policiais mantenham sua capacidade de enfrentar o terrorismo e encontrar provas", disse um porta-voz do Home Office.
O porta-voz afirmou, ainda, que em breve começaria a consultar o setor público sobre maneiras de eliminar prováveis lacunas criadas pela tecnologia utilizada em sites de relacionamento, segundo informações da agência de notícias Reuters,
Chris Kelley, vice-presidente de privacidade do Facebook e diretor mundial de política pública, criticou os planos do governo durante entrevista ao site de informática ZDNET.co.uk. Ele declarou que "em nossa opinião, monitorar todo o tráfego dos usuários e excessivo". Ele lembrou, ainda, que há leis suficientes para permitir que as autoridades obtenham acesso ao tráfego de dados de pessoas suspeitas.
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