Governo venezuelano pede a correspondentes que não atuem como atores políticos
Governo venezuelano pede a correspondentes que não atuem como atores políticos
O Ministério das Comunicações da Venezuela pediu aos correspondentes estrangeiros que trabalhem seguindo a "ética jornalística" e não como "mais um ator político". A declaração foi feita na última quarta-feira (29), depois que o presidente Hugo Chávez se irritou com perguntas sobre as eleições legislativas no país feitas pela jornalista Andreina Flores, correspondente da Rádio France-International em Caracas e da RCN, da Colômbia.
Segundo informações da agência Efe, o Ministério venezuelano afirmou que existe no país "uma liberdade de expressão irrestrita", e que a atitude do presidente teria sido uma crítica "respeitosa a uma questionadora tendenciosa". A instituição disse, ainda, que Chávez, como qualquer outro cidadão, tem o direito de criticar.
Além disso, o órgão justificou a atitude do presidente dizendo que faz parte de uma "discussão democrática, sem tomar, em nenhum caso, ações contra jornalistas".
Andreina havia perguntado a Chávez como ele explicaria a vitória do partido governista nas eleições para a Assembleia Legislativa, sendo que a oposição teve a maioria dos votos. O presidente respondeu indagando se a correspondente conhecia as leis do pai, e que a emissora estaria difundindo "mentiras" sobre a "revolução bolivariana".
Em defesa da jornalista, a Associação de Imprensa Estrangeira (APEX, sigla em espanhol) pediu ao governo para respeitar o trabalho dos correspondentes no país.
Para o Ministério venezuelano, os integrantes da APEX deveriam, também, desenvolver seu trabalho respeitando as instituições e a ética jornalística.
A RCN, uma das maiores emissoras da Colômbia, também se manifestou, alegando que a pergunta feita pela repórter ao líder venezuelano foi "pertinente, interessante do ponto de vista jornalístico" e que tinha como único objetivo "levar informação pontual aos ouvintes" da rádio.
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