Governo turco prende 23 jornalistas acusados de envolvimento com a oposição
União Europeia classifica prisão como "incompatível" com democracia
Atualizado em 15/12/2014 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
No último domingo (14/12), 23 jornalistas foram presos em uma operação na Turquia contra o movimento do pregador islamita Fethullah Gülen, acusado de fazer forte oposição ao governo do presidente Recep Tayyip Erdogan.
Crédito:Reprodução/YouTube Prisão de jornalista na Turquia causam repúdio na União Europeia
De acordo com a EFE, entre os detidos estão Ekrem Dumanli, editor-chefe do jornal Zaman , e Hidayet Karaca, presidente do grupo de comunicação Samanyolu, ambos ligados ao movimento Gülen. Alguns produtores de séries do canal Samanyolu foram transferidos aos escritórios da Direção Geral de Segurança.
A operação foi executada em 13 províncias. De acordo com a imprensa local, a polícia tem uma lista com 32 nomes. A medida ocorre dois dias depois da publicação no Twitter de uma mensagem sobre uma eventual operação contra 150 jornalistas filiados ao Gülen. O mesmo usuário assumiu que o vazamento provocou o adiamento da ação.
Manifestantes se reuniram em frente à sede do jornal Zaman e, quando a polícia entrou para deter o editor, Ekrem Dumanli, cantaram o lema " A liberdade de imprensa não pode ser silenciada". Por enquanto, ele permanece nos escritórios da publicação..
União Europeia classifica prisões como "incompatíveis" com democracia
Ainda no último domingo (14/12), a União Europeia (UE) afirmou que as batidas e detenções de jornalistas são "incompatíveis com a liberdade de informação, princípio essencial da democracia".
"Esta operação vai contra os valores europeus e dos padrões a que Turquia aspira fazer parte e que são centrais em relações reforçadas", reforçaram a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, e o comissário europeu de Política de Vizinhança, Johannes Hahn, em comunicado.
Eles disseram esperar "que o princípio da presunção de inocência prevalecerá, assim como o inalienável direito de uma investigação independente e transparente, com pleno respeito aos direitos dos acusados, caso tenha havido algum delito".
Crédito:Reprodução/YouTube Prisão de jornalista na Turquia causam repúdio na União Europeia
De acordo com a EFE, entre os detidos estão Ekrem Dumanli, editor-chefe do jornal Zaman , e Hidayet Karaca, presidente do grupo de comunicação Samanyolu, ambos ligados ao movimento Gülen. Alguns produtores de séries do canal Samanyolu foram transferidos aos escritórios da Direção Geral de Segurança.
A operação foi executada em 13 províncias. De acordo com a imprensa local, a polícia tem uma lista com 32 nomes. A medida ocorre dois dias depois da publicação no Twitter de uma mensagem sobre uma eventual operação contra 150 jornalistas filiados ao Gülen. O mesmo usuário assumiu que o vazamento provocou o adiamento da ação.
Manifestantes se reuniram em frente à sede do jornal Zaman e, quando a polícia entrou para deter o editor, Ekrem Dumanli, cantaram o lema " A liberdade de imprensa não pode ser silenciada". Por enquanto, ele permanece nos escritórios da publicação..
União Europeia classifica prisões como "incompatíveis" com democracia
Ainda no último domingo (14/12), a União Europeia (UE) afirmou que as batidas e detenções de jornalistas são "incompatíveis com a liberdade de informação, princípio essencial da democracia".
"Esta operação vai contra os valores europeus e dos padrões a que Turquia aspira fazer parte e que são centrais em relações reforçadas", reforçaram a alta representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, e o comissário europeu de Política de Vizinhança, Johannes Hahn, em comunicado.
Eles disseram esperar "que o princípio da presunção de inocência prevalecerá, assim como o inalienável direito de uma investigação independente e transparente, com pleno respeito aos direitos dos acusados, caso tenha havido algum delito".





