Governo pretende construir satélite para impedir atos de espionagem

O governo brasileiro pretende iniciar em outubro a construção de um satélite geoestacionário para que ele esteja em órbita até 2016. A ideiaé dar mais segurança para a comunicação de dados nacional.

Atualizado em 04/09/2013 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

De acordo com O Estado de S. Paulo , o projeto, que é orçado entre US$ 600 milhões e US$ 660 milhões, já estava em andamento, mas foi impulsionado pelas recentes denúncias de que os EUA monitoraram dados da presidente Dilma Rousseff.
Crédito:José Cruz/ABr Matéria do "Fantástico" revelou que a presidente Dilma estava sendo espionada pelo governo norte-americano Atualmente, as comunicações de dados, telefonia sinais de TV paga e até comunicações militares passam pelo satélite da Embratel, empresa que já foi estatal, mas foi privatizada em 1997. “Alugamos satélite de uma empresa estrangeira”, disse Caio Bonilha, presidente da Telebrás. “Hoje, se tivermos algum problema, não temos controle nenhum sobre ele”, acrescentou.
O grupo franco-italiano Thales Alenia Space vai fornecer o satélite e a tecnologia, que será construído pela Visiona, uma joint venture entre a Telebrás e a Embraer. A tecnologia ficará com a Agência Espacial Brasileira (AEB), que vai irradiá-la a partir de São José dos Campos (SP).
O equipamento brasileiro também terá um dispositivo que desligará terminais não autorizados, impedindo assim atos de espionagem. Outro objetivo do satélite é levar internet banda larga a todo o país. O equipamento fornecerá o serviço em áreas onde é difícil chegar com infraestrutura física.