Governo paquistanês obriga jornalistas a deixarem o país

Governo paquistanês obriga jornalistas a deixarem o país

Atualizado em 12/11/2007 às 18:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O governo do Paquistão deu, no último sábado (10), um prazo de 72 horas para que os jornalistas Isambard Wilkinson, Colin Freeman e Damien McElroy, todos ao serviço do Daily Telegraph, abandonem o país, depois de terem usado "linguagem inadequada e abusiva contra o Paquistão e a liderança paquistanesa".

A decisão - motivada pela publicação de um editorial crítico da declaração de estado de emergência no Paquistão - foi já condenada pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), pela Organização Não-Governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e pela Associação Mundial de Jornais (WAN).

"Proibir órgãos de comunicação internacionais e silenciar jornalistas locais não vai resolver o problema", afirmou o secretário-geral da FIJ, Aidan White, sublinhando que este "é um sinal de intolerância, que só vai motivar mais intolerância e destruir a confiança internacional nas promessas de um regresso rápido ao estado de direito e à democracia".

Desde que o estado de emergência foi decretado, no dia 3 de novembro, as autoridades paquistanesas introduziram a censura oficial, detiveram dezenas de jornalistas, agrediram vários outros e apreenderam equipamentos de estações emissoras de rádio e TV.

Estas atitudes têm gerado protestos por parte do Sindicato Federal de Jornalistas do Paquistão (PFUJ), que, em conjunto com a FIJ, levará a cabo um dia de protesto global na próxima quarta-feira (15).