Governo Ortega tira sinal da CNN do ar e emissora vai publicar conteúdo só em seu site
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ordenou a retirada do sinal da CNN en Español do ar nesta quinta-feira (22). Em seu quarto mandatoconsecutivo, Ortega foi reeleito em novembro do ano passado num processo eleitoral questionado por Estados Unidos, União Europeia, Organização dos Estados Americanos (OEA) e Nações Unidas.
Atualizado em 22/09/2022 às 16:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Desde então vem protagonizando no país da América Central uma escalada de ataques às liberdades de imprensa e de expressão.
Em comunicado denunciando a retirada de sua programação do ar, a CNN en Español lembrou que atua na Nicaraguá há 25 anos e que continuará oferecendo conteúdo jornalístico ao público nicaraguense no site cnnespanol.com. "Acreditamos no papel vital que a liberdade de imprensa desempenha em uma democracia saudável”, complementou a emissora.
Crédito: Reprodução Quando Ortega ganhou as eleições em novembro de 2021, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota celebrando o resultado e classificando as eleições como “uma grande manifestação popular e democrática”. Dois dias depois o texto foi removido do site do PT.
Repressão
Além de perseguir a imprensa, Daniel Ortega, que foi um revolucionário e tomou o poder depois de ajudar a derrubar o ditador Anastasio Somoza Debayle, vem desencadeando uma campanha de terror político no país, focada na repressão brutal a vozes dissidentes.
Em junho do ano passado, poucos meses antes das eleições presidenciais, seu governo começou a usar uma lei de segurança nacional como subterfúgio para prender candidatos e líderes da oposição, além de ativistas de direitos humanos. Dezenas de presos políticos foram para a prisão El Chipote, onde o próprio Ortega foi preso na década de 1970.
Em abril último, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou um documento alertando sobre o processo de degradação da liberdade de imprensa na Nicarágua. Assinado por 25 entidades representativas de jornalistas e veículos de comunicação, incluindo quatro brasileiras (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Associação Nacional de Jornais, Associação Brasileira de Rádio e Televisão e Associação da Imprensa de Pernambuco), o comunicado ressaltou os diversos ataques desferidos pelo governo de Daniel Ortega contra jornalistas e órgãos de imprensa do país.
O texto foi divulgado durante conferência da SIP realizada em Miami, EUA, e sublinha que o governo nicaraguense prendeu opositores, perseguiu dissidentes, fechou organizações da sociedade civil, expulsou jornalistas e confiscou universidades e meios de comunicação.
Em comunicado denunciando a retirada de sua programação do ar, a CNN en Español lembrou que atua na Nicaraguá há 25 anos e que continuará oferecendo conteúdo jornalístico ao público nicaraguense no site cnnespanol.com. "Acreditamos no papel vital que a liberdade de imprensa desempenha em uma democracia saudável”, complementou a emissora.
Crédito: Reprodução Quando Ortega ganhou as eleições em novembro de 2021, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota celebrando o resultado e classificando as eleições como “uma grande manifestação popular e democrática”. Dois dias depois o texto foi removido do site do PT.
Repressão
Além de perseguir a imprensa, Daniel Ortega, que foi um revolucionário e tomou o poder depois de ajudar a derrubar o ditador Anastasio Somoza Debayle, vem desencadeando uma campanha de terror político no país, focada na repressão brutal a vozes dissidentes.
Em junho do ano passado, poucos meses antes das eleições presidenciais, seu governo começou a usar uma lei de segurança nacional como subterfúgio para prender candidatos e líderes da oposição, além de ativistas de direitos humanos. Dezenas de presos políticos foram para a prisão El Chipote, onde o próprio Ortega foi preso na década de 1970.
Em abril último, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) divulgou um documento alertando sobre o processo de degradação da liberdade de imprensa na Nicarágua. Assinado por 25 entidades representativas de jornalistas e veículos de comunicação, incluindo quatro brasileiras (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Associação Nacional de Jornais, Associação Brasileira de Rádio e Televisão e Associação da Imprensa de Pernambuco), o comunicado ressaltou os diversos ataques desferidos pelo governo de Daniel Ortega contra jornalistas e órgãos de imprensa do país.
O texto foi divulgado durante conferência da SIP realizada em Miami, EUA, e sublinha que o governo nicaraguense prendeu opositores, perseguiu dissidentes, fechou organizações da sociedade civil, expulsou jornalistas e confiscou universidades e meios de comunicação.





