Governo Mubarak proíbe jornalistas em manifestações no Cairo

Governo Mubarak proíbe jornalistas em manifestações no Cairo

Atualizado em 08/02/2011 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.

As intimidações e violências contra jornalistas no Egito não bastaram para o governo de Hosni Mubarak abafar a divulgação de informações sobre os protestos que pedem a saída do presidente, há 30 anos no poder. As forças de segurança receberam ordem para proibir a entrada de profissionais de imprensa na praça Tahrir, epicentro das manifestações há 15 dias.
Seguindo orientações do Serviço de Informações do Estado - vinculado ao Ministério da Informação. De acordo com o governo de Mubarak, a medida tem como objetivo garantir segurança dos jornalistas; não se trata de censura, informa a agência Lusa.
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lembra que, nas últimas duas semanas, cerca de 75 profissionais de imprensa (jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas) sofreram algum tipo de limitação em seu trabalho.
Wael Ghonim
Divulgação
Wael Ghonim
Mesmo depois de ser sequestrado por militantes pró-Mubarak por mais de 12 dias, o ativista Wael Ghonim, diretor do Google para Oriente Médio e Norte da África, voltou aos protestos contra o governo nesta terça-feira (8).
Em entrevista via satélite a uma emissora egípcia na noite da última segunda-feira (7), Ghonim reiterou seu ativismo e disse que não abandonará os protestos até que ocorram mudanças no poder do país. Ao falar sobre os mortos em decorrência dos protestos, Ghonim chorou.
Nesta terça, Ghonim foi ovacionado durante seu discurso na praça Tahrir, no Cairo, local que concentra a maior parte dos protestos. Na ocasião, o ativista repetiu o motivo de sua luta. "Não abandonaremos nossa causa, que é a queda do regime", disse.
No , mais de 130 mil pessoas aderiram a uma página que concede ao ativista o cargo de porta-voz da insurreição.
Veja trecho da entrevista de Wael Ghonim


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