Governo mexicano pede conciliação entre jornalista demitida e emissora de rádio
Carmen Aristegui é uma das vozes mais críticas contra os últimos governos
Atualizado em 18/03/2015 às 09:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
O governo do México avaliou como "conflito entre particulares" as divergências que fizeram a jornalista Carmen Aristegui ser demitida da MVS Radio e solicitou que as partes tentem resolver a polêmica.
Crédito:Reprodução/Facebook Governo pediu à emissora que reveja demissão de Carmen Aristegui
De acordo com a AFP, a MVS Radio atribuiu a saída de Carmen, também apresentadora da CNN em Espanhol, a uma divergência sobre a participação da emissora na Mexicoleaks, nova plataforma digital para receber informações sobre corrupção.
A MVS Radio alegou que a jornalista foi desligada por exigir a readmissão de dois colaboradores dispensados após anunciarem, sem permissão, a entrada da emissora na ferramenta. Também considerou quase impossível a conciliação com a profissional.
Jornalistas, intelectuais e ONGs internacionais afirmaram que se trata de um sério golpe à liberdade de expressão, uma vez que Carmen é uma das vozes mais críticas contra os últimos governos e responsável por investigações jornalísticas de relevo.
A apresentadora disse que sua despedida, provavelmente, havia sido "planejada com muita antecedência, com recursos e poder acima da média". Mas não confirmou ter referência às pressões do governo sobre a MVS.
O diretor para as Américas da HRW, José Miguel Vivanco, encaminhou um comunicado à imprensa para reforçar que a "decisão priva o México de uma das jornalistas de maior prestígio na América Latina por seu rigor profissional e credibilidade na investigação de casos de abuso de poder".
Na tarde da última segunda-feira (16/3), diversas pessoas se reuniram em frente à sede da rádio para protestar e entregar mais de 150 mil assinaturas em apoio à jornalista.
Este não é o primeiro entrave entre Carmen e a emissora. Em 2011, a MVS a demitiu e readmitiu após ela pedir que a presidência esclarecesse o suposto alcoolismo do presidente Felipe Calderón depois que um deputado da esquerda sugerir que o mandatário estava nessa condição.
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Crédito:Reprodução/Facebook Governo pediu à emissora que reveja demissão de Carmen Aristegui
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A MVS Radio alegou que a jornalista foi desligada por exigir a readmissão de dois colaboradores dispensados após anunciarem, sem permissão, a entrada da emissora na ferramenta. Também considerou quase impossível a conciliação com a profissional.
Jornalistas, intelectuais e ONGs internacionais afirmaram que se trata de um sério golpe à liberdade de expressão, uma vez que Carmen é uma das vozes mais críticas contra os últimos governos e responsável por investigações jornalísticas de relevo.
A apresentadora disse que sua despedida, provavelmente, havia sido "planejada com muita antecedência, com recursos e poder acima da média". Mas não confirmou ter referência às pressões do governo sobre a MVS.
O diretor para as Américas da HRW, José Miguel Vivanco, encaminhou um comunicado à imprensa para reforçar que a "decisão priva o México de uma das jornalistas de maior prestígio na América Latina por seu rigor profissional e credibilidade na investigação de casos de abuso de poder".
Na tarde da última segunda-feira (16/3), diversas pessoas se reuniram em frente à sede da rádio para protestar e entregar mais de 150 mil assinaturas em apoio à jornalista.
Este não é o primeiro entrave entre Carmen e a emissora. Em 2011, a MVS a demitiu e readmitiu após ela pedir que a presidência esclarecesse o suposto alcoolismo do presidente Felipe Calderón depois que um deputado da esquerda sugerir que o mandatário estava nessa condição.
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