Governo japonês confisca passaporte e proíbe fotógrafo de ir à Síria
Yuichi Sugimoto, de 58 anos, pretendia ir ao país cobrir a situação nos campos de refugiados
Atualizado em 09/02/2015 às 09:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
No último sábado (7/2), o Ministério das Relações Exteriores do Japão confiscou o passaporte do fotógrafo Yuichi Sugimoto, que planejava viajar à Síria. A medida ocorre após o assassinato de dois reféns japoneses pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).
De acordo com a AFP, esta é a primeira vez que o órgão japonês vetou um profissional de imprensa de viajar para uma região em conflito. O Ministério alega que o intuito foi proteger a vida do jornalista. Crédito:Reprodução Yuichi Sugimoto foi impedido de deixar o Japão para ir à Síria
Yuichi Sugimoto, de 58 anos, pretendia ir à Síria cobrir a situação nos campos de refugiados. O fotógrafo já trabalhou em zonas de conflito no Iraque e na Síria durante anos e disse que não tinha a intenção de entrar em zonas controladas pelo EI.
"Um funcionário do departamento de passaportes do ministério das Relações Exteriores veio e levou meu passaporte", disse Sugimoto ao jornal Asahi Shimbun . "O que acontece com a minha liberdade para viajar e com a liberdade de imprensa?", questionou.
O jornalista Kenji Goto e o empresário Haruna Yukawa foram executados pelo grupo jihadista na Síria. No último domingo (8/2), dezenas de pessoas prestaram homenagens e protestaram em Tóquio contra a decapitação da dupla. Os manifestantes carregavam frases como "Eu Sou Kenji", em referência ao lema "Eu Sou Charlie", adotada pelos franceses após o ataque à revista Charlie Hebdo , no mês passado.
De acordo com a AFP, esta é a primeira vez que o órgão japonês vetou um profissional de imprensa de viajar para uma região em conflito. O Ministério alega que o intuito foi proteger a vida do jornalista. Crédito:Reprodução Yuichi Sugimoto foi impedido de deixar o Japão para ir à Síria
Yuichi Sugimoto, de 58 anos, pretendia ir à Síria cobrir a situação nos campos de refugiados. O fotógrafo já trabalhou em zonas de conflito no Iraque e na Síria durante anos e disse que não tinha a intenção de entrar em zonas controladas pelo EI.
"Um funcionário do departamento de passaportes do ministério das Relações Exteriores veio e levou meu passaporte", disse Sugimoto ao jornal Asahi Shimbun . "O que acontece com a minha liberdade para viajar e com a liberdade de imprensa?", questionou.
O jornalista Kenji Goto e o empresário Haruna Yukawa foram executados pelo grupo jihadista na Síria. No último domingo (8/2), dezenas de pessoas prestaram homenagens e protestaram em Tóquio contra a decapitação da dupla. Os manifestantes carregavam frases como "Eu Sou Kenji", em referência ao lema "Eu Sou Charlie", adotada pelos franceses após o ataque à revista Charlie Hebdo , no mês passado.





