Governo iraniano poderá libertar jornalista do “Washington Post” nos próximos dias

Jason Rezaian deve sair da prisão “em menos de um mês”, conforme diz um conselheiro do governo iraniano. Porém, perdão não será concedido.

Atualizado em 06/11/2014 às 16:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O governo iraniano se prepara para libertar o correspondente do jornal Washington Post , Jason Rezaian. Ao falar sobre o caso, um conselheiro da situação destaca que o perdão ou a libertação poderá ser concedido “em menos de um mês”. Porém, o períodose estenderá caso existam entraves burocráticos. O jornalista segue preso há mais de cem dias na capital do país.

Crédito:Divulgação Jornalista não tem acusação formada apesar de cem dias preso
Em entrevista à Euronews, o secretário-geral do Conselho para os Direitos Humanos, Mohammed Javad Larijani, ressalta que tem uma expectativa positiva quanto o processo para garantir a liberdade ao profissional. “O procurador-geral do Irã poderá recomendar que o jornalista seja perdoado pelo Líder Supremo dentro de poucos dias?”, questionou o apresentador James Franey.
“O perdão não é concedido dessa forma, há regras e procedimentos”, respondeu o dirigente. “Em primeiro lugar, o tribunal vai ter de se pronunciar e poderá decidir retirar a queixa e arquivar o caso, que terminaria aí. Caso contrário, se o jornalista for indiciado, poder-se-à, num segundo momento, fazer o pedido de perdão. Logo, tem de se respeitar este mecanismo, não é algo automático”, disse.
Indagado sobre quando o processo seria julgado, o conselheiro respondeu enfaticamente que tudo estará terminado em menos de um mês.

Em no final do mês passado, o mesmo Larijani havia a prisão do jornalista. A mulher do repórter foi detida junto com o marido e liberada sob fiança. O profissional de imprensa, no entanto, segue em cárcere sem ao menos uma versão oficial que justifique sua detenção.
O diretor sugeriu que o repórter teria participado de atos ilícitos. "Infelizmente, ele está envolvido em situações que a nossa equipe de segurança avalia que são atividades definitivamente para além do jornalismo. A detenção está de acordo com a lei e com a ordem dos juízes”, afirmou à CNN.