Governo inglês espionou mais de 500 mil pessoas em diversos meios eletrônicos

Governo inglês espionou mais de 500 mil pessoas em diversos meios eletrônicos

Atualizado em 11/08/2009 às 17:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Governo inglês espionou mais de 500 mil pessoas em diversos meios eletrônicos

Mais de quinhentos mil pedidos de acesso a dados confidenciais foram feitos por diferentes setores do Governo Inglês no ano de 2008, de acordo com relatório de Sir Paul Kennedy, Comissário de Interceptação das Comunicações.

Por dia, mais de1500 requisições foram feitas, totalizando 504.073 pedidos para quebra de sigilo de telefones celulares e fixos, além de emails. Isso equivale a espionar uma em cada78 pessoas em todo o Reino Unido.

O levantamento de Sir Kennedy apontou também que 595 desses pedidos estavam errados, e que alguns deles foram feitos pelas agências de inteligência inglesas MI5 e MI6.

"Esses grandes números são assustadores. Não pode ser uma resposta justificada para os problemas que enfrentamos neste país que o Estado espione meio milhão de pessoas por ano" declarou o porta voz dos assuntos internos do partido Liberal Democrata, Chris Huhne, em nota publicada no site The Herald.

Esse número, segundo indicou o site Times Online, representa um aumento de 44% nas requisições de quebra de sigilo se comparado aos últimos dois anos.A motivação desses pedidos seria a busca por terroristas, assunto amplamente discutido em todo o país há alguns anos.

Na avaliação do site Magnet, estes pedidos são preocupantes pois os órgãos responsáveis por eles estão protegidos pelo Ato de Regulamentação das competências investigatórias, ou seja, fazem isso seguindo a legislação.

Apesar disso, o Ato não permite que o acesso ao conteúdo das mensagens e ligações. Os dados permitem apenas a visualização dos registros de envio e recebimento das mensagens, assim como a data e a hora em que essas informações foram trocadas.

No mês de abril, segundo o site Telegraph, o governo disse que considerava a ideia de seguir com seus planos de rastreamento de todo telefonema, e-mail, SMS e site acessado por cada habitante do país. O objetivo seria, novamente, o combate ao terrorismo. Por ora, nenhuma ação foi anunciada oficialmente.

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