Governo federal e STF não respondem carta de repúdio à censura ao Estadão

Governo federal e STF não respondem carta de repúdio à censura ao Estadão

Atualizado em 27/08/2009 às 08:08, por Redação Portal IMPRENSA.

No dia dez de agosto a Associação Mundial de Jornais (WAN) e o Fórum Mundial de Editores (WEF) enviaram uma carta conjunta, pedindo ações do presidente Lula e do ministro Gilmar Mendes - do Supremo Tribunal Federal (STF) - com relação à censura ao jornal O Estado de S.Paulo . De acordo com o próprio jornal citado pelas associações, até o momento o documento não foi respondido pela corte e governo federal.

Agência Brasil
Gilmar Mendes
No texto, as entidades criticam a decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que desde o dia 31 veta ao O Estado publicar informações sobre a "Operação Boi Barrica". A ação investiga supostas irregularidades cometidas pelo empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP). A carta cita que a decisão do Tribunal representa "ato de censura prévia" ao veículo de imprensa e pede atuação do poder público na resolução do tema.

"Respeitosamente pedimos a Vossa Excelência que faça tudo o que estiver ao seu alcance para garantir que esta decisão seja anulada e que seja permitido à imprensa publicar livremente reportagens sobre todos os assuntos de interesse público. Contamos com o compromisso do Sr. Para que no futuro seu país respeite todos os acordos", pediram as entidades.

O Planalto informou que a carta está tramitando. Por sua vez, o Supremo observou que não irá se manifestar, devido ao fato de que os recursos impetrados pelo jornal contra a decisão ainda podem chegar à Corte. No dia 21, o veículo entrou com novo recurso contra a decisão, pedindo que Dácio Vieira se declare "suspeito" no julgamento, por suposto laço de amizade com a família Sarney.

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