Governo federal cria grupo de trabalho para mapear atos de discriminação na internet

Núcleo ficará encarregado de receber denúncias de volência e crimes de ódio cometidos por internautas do país pelas plataformas digitais.

Atualizado em 21/11/2014 às 19:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O governo federal inaugurou um novo grupo de trabalho na última quinta-feira (20/11). O núcleo, supervisionado pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, ficará encarregado de mapear os supostos atos de discriminação cometidos na internet.
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo , a ideia é incentivar a investigação das denúncias de violência e crimes de ódio cometidos na internet. “O crime virtual desemboca, infelizmente, no crime real”, disse Ideli. A equipe da comissão será formada por representes de alguns ministérios e da PF.
O grupo contará, ainda, com informações fornecidas pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo, que desenvolveu um aplicativo capaz de fazer um monitoramento, em tempo real, de milhares de mensagens nas redes sociais.
Entre os sites de relacionamentos analisados, estão Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Flickr. O núcleo de trabalho foi criado a partir de uma demanda gerada pelo aumento expressivo de crimes virtuais desse gênero. A SaferNet Brasil fez um estudo de que houve a ampliação de até 600% de atos de discriminação praticados a partir de variadas plataformas digitais de 2013 a 2014.
Crédito:Agência Brasil Minsitra da Secretaria de Direitos Humanos supervisionará o novo grupo de trabalho
O número absoluto dos casos, no entanto, não foi divulgado. “As ações para controle dos crimes online atualmente estão dispersas em várias áreas do governo. Integrar esse trabalho vai facilitar que a polícia consiga muito mais que computar os casos, mas resolvê-los”, afirmou Ideli. Houve, de acordo com a pesquisa, um aumento em denúncias de atos violentos contra homossexuais na web.
Ao falar sobre o resultado, a ministra afirmou que isso se deve ao movimento de ação de grupos LGBT pela busca de seus direitos. “Anos atrás, as pessoas tinham receio de denunciar pelo medo da exposição e de novas agressões. Estamos mudando esse paradigma e precisamos desenvolver novas ações”, disse ela, que ressaltou a necessidade de aprovar a lei que criminaliza a homofobia.