Governo dos EUA revela falha em operação para libertar repórter executado por terroristas
Estado Islâmico (EI) divulgou vídeo que mostra a morte do jornalista americano James Wright Foley
Atualizado em 21/08/2014 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
Fontes do governo americano informaram ao jornal The New York Times que uma operação militar secreta promovida em julho falhou na tentativa de libertar o jornalista James Foley e outros cidadãos americanos sequestrados na Síria por terroristas do Estado Islâmico.
Crédito:Reprodução Casa Branca sabia que jornalista podia ser morto pelos jihadistas
Na última terça-feira (19/8), o Estado Islâmico (EI) divulgou um vídeo que mostra a morte do jornalista americano James Wright Foley, de 40 anos. O ato ocorreu em represália aos ataques aéreos dos Estados Unidos contra forças jihadistas no norte do Iraque.
A missão, autorizada pelo presidente Barack Obama, envolveu diversas equipes e resultou na morte de alguns terroristas. O Pentágono divulgou comunicado sobre a operação, mas não mencionou se o jornalista era um dos alvos de resgate.
“Os Estados Unidos usaram toda a capacidade militar, de inteligência e diplomáticas para trazer as pessoas para casa, sempre que possível. Os Estados Unidos não vão tolerar o sequestro de nosso povo, e vai trabalhar incansavelmente para assegurar a segurança de nossos cidadãos e para responsabilizar os sequestradores”, diz o texto.
Os terroristas enviaram um e-mail à família de Foley há uma semana com ameaças. A mensagem dizia que o jornalista seria morto se os EUA seguissem bombardeando alvos do Estado Islâmico no Iraque.
O cofundador do Global Post, site para o qual o repórter trabalhava, disse que a Casa Branca foi alertada sobre as ameaças. “Nós imploramos por misericórdia, explicamos que Jim era um jornalista inocente, que não fez nada para prejudicar o povo sírio. Infelizmente, eles não mostraram nenhuma compaixão”, disse à WCVB.
Ao canal americano ABC News, uma fonte do governo americano também confirmou que a Casa Branca possuía conhecimento das ameaças antes da divulgação do vídeo.
ONU pede justiça
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ji-moon, repudiou o assassinato do jornalista e solicitou que os responsáveis pelo crime sejam levados à justiça.
"O assassinato do repórter é um crime abominável que mostra que segue adiante a campanha de terror do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL) contra o povo do Iraque e da Síria", disse em comunicado.
"Atração pelo conflito"
Experiente na cobertura de guerra, Foley dizia que tinha "atração por zonas de conflito". Colegas o descreveram como "um jornalista corajoso e incansável".
O repórter foi sequestrado na Síria em novembro de 2012, quando cobria a guerra civil no país para agência de notícias France Press (AFP) e para o Global Post. Em 2011, foi capturado na Líbia, quando cobria a insurgência contra o ditador Muammar Khadafi. O repórter foi solto depois de seis semanas, após uma campanha organizada por seus pais para solicitar a libertação.
A experiência, entretanto, não deteve Foley e ele se interessou por cobrir a situação na Síria. "Sentir que você sobreviveu a algo é uma espécie de força estranha que puxa você de volta." Ele falava que estava "atraído pelo drama do conflito" e que tentaria "expôr histórias não contadas".
Suspensão de contas
O Twitter informou que suspenderá contas que compartilham o vídeo que mostra a decapitação do jornalista americano. O CEO do serviço de microblogs, Dick Costolo, fez o anúncio após uma campanha contra o compartilhamento deste e de outros registros do grupo Estado Islâmico (EI).
Os apoiadores da campanha intitulada #ISISmediablackout acreditam que as imagens servem como propaganda para o EI e pedem embargo midiático para o grupo.
Crédito:Reprodução Casa Branca sabia que jornalista podia ser morto pelos jihadistas
Na última terça-feira (19/8), o Estado Islâmico (EI) divulgou um vídeo que mostra a morte do jornalista americano James Wright Foley, de 40 anos. O ato ocorreu em represália aos ataques aéreos dos Estados Unidos contra forças jihadistas no norte do Iraque.
A missão, autorizada pelo presidente Barack Obama, envolveu diversas equipes e resultou na morte de alguns terroristas. O Pentágono divulgou comunicado sobre a operação, mas não mencionou se o jornalista era um dos alvos de resgate.
“Os Estados Unidos usaram toda a capacidade militar, de inteligência e diplomáticas para trazer as pessoas para casa, sempre que possível. Os Estados Unidos não vão tolerar o sequestro de nosso povo, e vai trabalhar incansavelmente para assegurar a segurança de nossos cidadãos e para responsabilizar os sequestradores”, diz o texto.
Os terroristas enviaram um e-mail à família de Foley há uma semana com ameaças. A mensagem dizia que o jornalista seria morto se os EUA seguissem bombardeando alvos do Estado Islâmico no Iraque.
O cofundador do Global Post, site para o qual o repórter trabalhava, disse que a Casa Branca foi alertada sobre as ameaças. “Nós imploramos por misericórdia, explicamos que Jim era um jornalista inocente, que não fez nada para prejudicar o povo sírio. Infelizmente, eles não mostraram nenhuma compaixão”, disse à WCVB.
Ao canal americano ABC News, uma fonte do governo americano também confirmou que a Casa Branca possuía conhecimento das ameaças antes da divulgação do vídeo.
ONU pede justiça
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ji-moon, repudiou o assassinato do jornalista e solicitou que os responsáveis pelo crime sejam levados à justiça.
"O assassinato do repórter é um crime abominável que mostra que segue adiante a campanha de terror do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL) contra o povo do Iraque e da Síria", disse em comunicado.
"Atração pelo conflito"
Experiente na cobertura de guerra, Foley dizia que tinha "atração por zonas de conflito". Colegas o descreveram como "um jornalista corajoso e incansável".
O repórter foi sequestrado na Síria em novembro de 2012, quando cobria a guerra civil no país para agência de notícias France Press (AFP) e para o Global Post. Em 2011, foi capturado na Líbia, quando cobria a insurgência contra o ditador Muammar Khadafi. O repórter foi solto depois de seis semanas, após uma campanha organizada por seus pais para solicitar a libertação.
A experiência, entretanto, não deteve Foley e ele se interessou por cobrir a situação na Síria. "Sentir que você sobreviveu a algo é uma espécie de força estranha que puxa você de volta." Ele falava que estava "atraído pelo drama do conflito" e que tentaria "expôr histórias não contadas".
Suspensão de contas
O Twitter informou que suspenderá contas que compartilham o vídeo que mostra a decapitação do jornalista americano. O CEO do serviço de microblogs, Dick Costolo, fez o anúncio após uma campanha contra o compartilhamento deste e de outros registros do grupo Estado Islâmico (EI).
Os apoiadores da campanha intitulada #ISISmediablackout acreditam que as imagens servem como propaganda para o EI e pedem embargo midiático para o grupo.





