Governo dos EUA condena novo vazamento do WikiLeaks sobre diplomacia do país

Governo dos EUA condena novo vazamento do WikiLeaks sobre diplomacia do país

Atualizado em 29/11/2010 às 09:11, por Redação Portal IMPRENSA.

No último domingo (28), o site divulgou 251.287 documentos secretos que revelam os bastidores das diplomacia dos EUA. Entre os arquivos publicados pela página, estão despachos de embaixadas e consulados, transcrições de conversas entre autoridades, ordens internas e outros registros, segundo informou O Estado de S. Paulo . O vazamento histórico foi condenado pelo governo norte-americano, que acusou o site de "colocar em risco vidas de americanos e aliados" do país.

Os documentos revelam detalhes sobre a pressão feita por alguns países árabes e Israel para que os EUA atacassem o Irã, e, até mesmo, ordens para que os diplomatas norte-americanos atuassem como espiões em embaixadas pelo mundo e na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, estaria na lista dos espionados.

As informações disponibilizadas pelo WikiLeaks foram publicadas simultaneamente pelos jornais The New York Times , The Guardian , El País , Le Monde e pela revista Der Spiegel, e cobrem o período da década de 1960 até fevereiro deste ano. Pouco antes da divulgação, o grupo declarou que foi vítima de um ataque de hackers que afetou seu sistema e paralisou a página na internet.

Entre as polêmicas geradas pelo vazamento histórico - considerado pelo chanceler italiano Franco Frattini como o "11 de setembro dos diplomatas" -, está uma investigação feita pelos EUA sobre agentes iranianos atuando no Paraguai, além de um pedido feito à embaixada em Buenos Aires, Argentina, sobre o "estado mental" da presidente Cristina Kirchner. O Brasil também aparece nos textos expostos pelo site, figurando como a "única potência" da América Latina e "líder entre países em desenvolvimento", segundo informou a Folha.com.

De acordo com informações da Reuters, o governo norte-americano e os países relacionados nos documentos haviam sido informados sobre quais registros estavam em poder do WikiLeaks. O site ganhou reconhecimento após ter vazado mais de 90 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão, em julho deste ano. Após a divulgação dos arquivos, a Casa Branca "implorou" para que a organização não publicasse outros relatórios que estariam em seu poder.

A Justiça da Suécia manteve uma ordem de prisão contra o diretor-fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que responde a um processo de "suspeita de estupro, assédio sexual e coerção ilegal. Assange foi listado pela revista Forbes como a 68ª pessoa mais poderosa do mundo este ano.

Leia mais

-
-
-
-