Governo dos Camarões fecha emissora privada de TV
Governo dos Camarões fecha emissora privada de TV
Na última quinta-feira (21), as autoridades dos Camarões, na África, encerrou as atividades da Equinoxe Télévision, uma das principais emissoras privadas do país. Os motivos alegados foram possíveis violações da lei de radiofusão dos Camarões, que implicaram no fechamento do canal.
A Equinoxe Télévision ficou conhecida pela sua cobertura da tentativa do presidente Paul Biya em acabar com a cláusula constitucional que limita os mandatos presidenciais e, por isso, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) afirma que o encerramento teve o objetivo de condicionar a imprensa e levá-la a "enveredar pela autocensura no que diz respeito à cobertura política".
A emissora foi fechada por um "esquadrão antimotim", que entrou nas instalações e selou os estúdios, dando à Equinoxe a cópia de uma ordem do ministro das Comunicações, que afirmava que a emissora operava ilegalmente, por não ter pagado a taxa de licenciamento da transmissão, no valor de 100 milhões de francos CFA, cerca de 153 mil euros.
No entanto, a referida taxa só foi paga por três canais dos Camarões, o Canal2 International, a Spectrum TV e a TV+, os outros ficaram no "regime de tolerância administrativa", como afirmou o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas dos Camarões, Jean-Marc Soboth.
Mesmo assim, Jean-Pierre Biyiti Bi Essam, ministro das Comunicações no país, declarou que a intenção do governo é aplicar a lei e fechar todas as emissoras que estiverem em falta com o sitema de comunicação dos Camarões.
As informações são do site dos Jornalistas Online.
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