Governo do Irã acusa EUA de usar web e mídia para conspirar contra regime
Governo do Irã acusa EUA de usar web e mídia para conspirar contra regime
Ao retomar o julgamento dos supostos responsáveis pelas manifestações ocorridas após as eleições presidenciais, ocorridas em 12 de junho, o governo do Irã acusou os Estados Unidos de utilizarem a imprensa e a internet para conspirarem contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad.
O magistrado responsável pelo julgamento pediu, antes do início da sessão, que os nomes e imagens dos seis acusados não fossem revelados pela imprensa local. Segundo a agência de notícias Reuters, o vice-procurador-geral de Teerã, Ali-Ahmad Akbari, atribuiu à Administração americana uma campanha na internet de descrença no regime iraniano.
"Desde sua fundação, a Revolução Islâmica fez frente a todo tipo de ataques da imprensa orquestrados por seus inimigos. Inimigos internos e externos sempre tentaram empreender uma guerra psicológica contra a República Islâmica divulgando rumores", afirmou Akbari na audiência.
Para ele, "a internet foi uma ferramenta efetiva para organizar as manifestações e disseminar informação falsa" durante as eleições. "As redes sociais, como o Facebook, foram capazes de atrair mais de 200 milhões de usuários. Os EUA se fixaram nessas redes e estabeleceram vínculos entre elas e os movimentos hostis", disse.
E não só a Internet foi usada pelo governo dos Estados Unidos. Akbari declarou que os EUA disseminaram o pânico através da imprensa e ganharam o apoio de "sabotadores e jornalistas". "A publicação de falsas reportagens, a cobertura de temas que encorajavam as tensões, a difusão de declarações infundadas de responsáveis e a reprodução de comunicados e opiniões de candidatos opositores são alguns desses métodos", afirmou.
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