Governo do Congo bane emissora de TV da oposição

A República do Congo decidiu fechar a emissora de televisão Radio Lisanga Television que era favorável ao candidato de oposição do governo, Etienne Tshisekedi, alegando que sua programação incitaria a violência no país, informou a revista , com informações da agência Associated Press.

Atualizado em 14/07/2011 às 10:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Congo decidiu fechar a emissora de televisão, Radio Lisanga Television (RLTV), favorável ao candidato de oposição do governo, Etienne Tshisekedi, alegando que sua programação incitaria a violência no país, informou a revista , com informações da agência Associated Press.
Desde o último sábado (9), o canal está fora do ar, depois de o sinal ter sido cortado sem aviso prévio, segundo informa o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). O ministro de Informação, Lambert Mende, autorizou o fechamento, afirmando que a RLTV era uma "ameaça a ordem pública". Em uma entrevista ao CPJ, Mende disse que os programas da RLTV "chamavam a juventude para tomar as ruas e explicava como fazer um coquetel molotov".
Segundo o grupo de liberdade de imprensa, Journalistes em Danger (JED), que monitorava a programação, as afirmações não têm fundamento, e a decisão de encerrar as atividades da emissora foi arbitrária. O CPJ repudiou a atitude do governo do Congo e afirma que a medida é uma violação da constituição do país. "O banimento sumário da RLTV não foi nada menos que censura política", declarou o coordenador jurídico do CPJ na África, Mohamed Keita.
Roger Lumbala, candidato do partido de oposição, é o proprietário da emissora. Ele é um ex-líder rebelde e presidente nacional da Coligação Congolesa para a Democracia Nacional (RCD-N), que atua para derrubar o atual presidente, Joseph Kabila.
Kabila enfrenta o candidato, Etienne Tshisekedi, em busca do segundo mandato. As eleições estão programadas para novembro deste ano.
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