Governo do Chile constrói área especial para imprensa acompanhar resgate de mineiros
Governo do Chile constrói área especial para imprensa acompanhar resgate de mineiros
Uma área especial foi construída, a pedido do governo do Chile, para a imprensa acompanhar o resgate dos 33 mineiros soterrados em uma mina na cidade chilena de Copiapó. Arquibancadas foram feitas sobre um morro a 200 metros do poço por onde sairão os operários.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , cerca de 200 profissionais de mídia se credenciaram para cobrir o resgate, que começou nesta quarta-feira (13). O grupo estava soterrado na mina San José há 69 dias, e as operações para retirar todos os homens do local continuarão nos próximos dias.
Além da construção de uma área reservada aos profissionais de imprensa, a cidade de 50 mil habitantes também se beneficiou da presença de jornalistas, nacionais e estrangeiros, que realizam a cobertura do resgate. O dono de uma casa em Copiapó, por exemplo, alugou sua garagem por 700 mil pesos por dia para uma emissora japonesa. E os hotéis da região ficaram com todas as vagas preenchidas.
O primeiro mineiro resgatado foi Florencio Ávalos. A equipe de resgate utiliza uma cápsula, chamada Fênix 2, para içar os operários. Familiares dos operários acompanham as o resgate.
Em agosto, os 33 mineiros começaram a receber treinamento de mídia (media training) para concederem entrevistas a jornais e programas de rádio e TV. O objetivo era fazer com que o grupo conseguisse lidar com a curiosidade da imprensa após serem resgatados.
Segundo pesquisa feita pelo Centro de Pesquisas Sociais e de Opinião Pública (CESOP) da Universidade Central do Chile, 80% dos chilenos acreditam que a mídia explora a imagem dos mineiros. Dos entrevistados pela entidade, 52,7% não concordam com a cobrança para que eles concedam entrevistas a diversos veículos de comunicação.
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