Governo de SP pagou R$ 301 mil por publicidade em site de moda
O governo de São Paulo, administrado por Geraldo Alckmin (PSDB), pagou R$ 301 mil à empresa Lumi5, do empresário Paulo Borges, que organizaa São Paulo Fashion Week, por três publicações no Facebook, outras três no Instagram, dois anúncios e um banner no site FFW.
Atualizado em 14/09/2015 às 11:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
por Geraldo Alckmin (PSDB), pagou R$ 301 mil à empresa Lumi5, do empresário Paulo Borges, que organiza a São Paulo Fashion Week, por três publicações no Facebook, outras três no Instagram, dois anúncios e um banner no site FFW.Crédito:reprodução No FFW, os anúncios foram classificados como "publieditoriais" - propaganda que imita reportagem Segundo a Folha de S.Paulo , que teve acesso a documentos oficiais, o pagamento foi feito em 5 de dezembro do ano passado, um mês após o evento. O valor corresponde à publicação de fotos para divulgar trabalhos de alunos de escolas técnicas e do Centro Paula Souza. O negócio foi intermediado pela agência Lua, contratada por meio de licitação, que recebeu um comissionamento.
O governo paulista também pagou R$ 292 mil por uma propaganda de oito páginas na revista Exame , da Editora Abril e R$ 71 mil por um anúncio de duas páginas na Época , da Editora Globo. O pagamento foi feito numa data próxima ao evento. No FFW, os anúncios foram classificados como "publieditoriais" - propaganda que imita reportagem -, porém, nenhum foi identificado como anúncio.
Um relatório da Lumi5 aponta que as duas peças tiveram, juntas, 8.191 impressões (uma das métricas utilizadas pelo mercado publicitário na internet). As três imagens no Instagram receberam 1.660 curtidas. As publicações no Facebook tiveram 23.311 visualizações. O banner foi identificado como "superbanner novembro". Em nota, a empresa informou que o material foi veiculado durante seis meses no site FFW.
Por sua vez, o governo disse, também por meio de nota, que "a ação planejada pela agência de publicidade [Lua] não se resumiu a veiculação na internet". Afirmou ainda que o valor de R$ 301 mil incluiu "intercâmbio entre alunos do Centro Paula Souza que fazem cursos ligados a moda e profissionais do SPFW."
A Lumi5 alegou que os valores "podem ser alterados, dependendo da quantidade de pacotes contratados, como é praxe de mercado". Segundo a empresa, o conteúdo não foi identificado como publicidade porque é "branded content", termo usado quando um anúncio é feito por um veículo de notícias.
O governo paulista também pagou R$ 292 mil por uma propaganda de oito páginas na revista Exame , da Editora Abril e R$ 71 mil por um anúncio de duas páginas na Época , da Editora Globo. O pagamento foi feito numa data próxima ao evento. No FFW, os anúncios foram classificados como "publieditoriais" - propaganda que imita reportagem -, porém, nenhum foi identificado como anúncio.
Um relatório da Lumi5 aponta que as duas peças tiveram, juntas, 8.191 impressões (uma das métricas utilizadas pelo mercado publicitário na internet). As três imagens no Instagram receberam 1.660 curtidas. As publicações no Facebook tiveram 23.311 visualizações. O banner foi identificado como "superbanner novembro". Em nota, a empresa informou que o material foi veiculado durante seis meses no site FFW.
Por sua vez, o governo disse, também por meio de nota, que "a ação planejada pela agência de publicidade [Lua] não se resumiu a veiculação na internet". Afirmou ainda que o valor de R$ 301 mil incluiu "intercâmbio entre alunos do Centro Paula Souza que fazem cursos ligados a moda e profissionais do SPFW."
A Lumi5 alegou que os valores "podem ser alterados, dependendo da quantidade de pacotes contratados, como é praxe de mercado". Segundo a empresa, o conteúdo não foi identificado como publicidade porque é "branded content", termo usado quando um anúncio é feito por um veículo de notícias.





