Governo de Israel dificulta trabalho de cobertura dos conflitos em Gaza
Governo de Israel dificulta trabalho de cobertura dos conflitos em Gaza
Após 11 dias de ofensiva contra a Faixa de Gaza, as Forças de Defesa de Israel ainda dificultam o trabalho dos jornalistas que tentam cobrir o conflito. Entre prisões de jornalistas e fotógrafos e apreensões de equipamentos, o exército israelense segue restringindo a disseminação de informações sobre os ataques.
O governo de Israel justifica suas medidas argumentando que o vazamento de informações sobre as incursões terrestres pode prejudicar o andamento do plano de ataque às forças do Hamas. A Agência de Notícias AFP lembra que a "censura" é feita desde os ataques contra o grupo xiita libanês Hezbollah, em 2006.
Avital Leibovich, porta-voz do exército israelense, admite que a experiência libanesa obrigou as forças armadas a adotar uma nova estratégia. "No Líbano, os jornalistas iam a toda parte com nossas forças. Às vezes, a imprensa fazia passagens ao vivo com imagens de soldados, enquanto entravam em povoados libaneses", lembrou a porta-voz.
O caso mais recente de censura por parte dos israelenses ocorreu, na última segunda-feira (5), quando um repórter iraniano, ainda não identificado, foi preso ao tentar transmitir imagens da invasão terrestre do exército de Israel.
A AFP relata que, além da censura à imprensa, especialmente, estrangeira, o governo confiscou os celulares de todos os soldados envolvidos no conflito às vésperas dos ataques.
No entanto, a censura não se resume apenas aos israelenses. O grupo extremista islâmico Hamas, também impede o acesso de civis e fotógrafos às zonas sob ataque. Desse modo, com os dois lados do conflito restringindo a ação da imprensa, a maioria das imagens do combate são feitas à distância e mostram soldados atravessando a fronteira e fumaça sobre a cidade de Gaza.
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