Governo de Honduras deve assumir responsabilidade por mortes de jornalistas, diz CPH

Governo de Honduras deve assumir responsabilidade por mortes de jornalistas, diz CPH

Atualizado em 26/08/2010 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O Colégio de Jornalistas de Honduras (CPH) afirmou que o governo hondurenho deve garantir ordem e segurança aos cidadãos e aos jornalistas, e assumir sua responsabilidade pelas mortes de profissionais de imprensa no país. A entidade, porém, atribuiu os crimes contra membros da área de comunicação a falta de gestão pública, e não a algum tipo de restrição ou política adotada pelo presidente Porfírio Lobo.

De acordo com informações da agência ANSA, o presidente da CPH, Elán Reyes, declarou que as mortes de jornalistas em Honduras representam "mais um indício do risco que se pode correr em Honduras para todas as pessoas, em uma onda de criminalidade incontrolável".

A declaração de Reyes foi feita depois que as autoridades hondurenhas encontraram o corpo do jornalista Israel Zelaya Díaz, morto com três tiros na cabeça após ter sido sequestrado. A organização não-governamental Repórteres sem Fronteiras (RSF) teria afirmado que a morte de Díaz poderia ter sido motivada pelo golpe de Estado que tirou Manuel Zelaya do poder, em junho de 2009.

Grupos sociais e políticos de Honduras, que fazem oposição ao atual governo, afirmam que a administração de Lobo manteria uma política de violação dos direitos humanos no país, e que a impunidade teria aumentado após o golpe de Estado.

Apenas este ano, dez jornalistas foram mortos no país, e somente duas pessoas foram presas acusadas de terem ligação com assassinatos de profissionais de imprensa em Honduras.

Leia mais

-
-