Governo da Argentina beneficia grupos de mídia aliados com publicidade oficial
Governo da Argentina beneficia grupos de mídia aliados com publicidade oficial
Atualizado em 21/01/2011 às 10:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Dois grupos de mídia da Argentina teriam sido favorecidos pela presidente Cristina Kirchner com verbas de publicidade oficial em 2010, segundo informações do jornal La Nación . O governo teria destinado 47,5% dos anúncios reservados a meios de comunicação impressos para as publicações do empresário Sergio Szpolski e para o jornal Página 12 , aliados de Cristina, entre janeiro e novembro.
A denúncia do La Nación se baseou em dados oficiais, porém parciais, já que o governo Kirchner não disponibiliza informações completas sobre as verbas de publicidade oficial desde meados de 2009. Do total de US$ 31,8 milhões que a administração pública destinou em publicidade oficial para a mídia impressa, US$ 6,87 milhões foram enviados ao Grupo Szpolski - que detém os jornais Buenos Aires Econômico e Tiempo Argentino e as revistas Veintitrés e Veintitrés Internacional .
Já o Página 12 recebeu cerca de US$ 8,47 milhões em anúncios do governo. O periódico revolucionou o jornalismo argentino na década de 1990, mas nos últimos anos passou a ser usado como tribuna para o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner - que faleceu em 2010 - e a atual líder do país, sua viúva.
Em comparação, o jornal oposicionista Clarín recebeu US$ 3,22 milhões, menos que os US$ 6 milhões obtidos em 2009; enquanto o La Nación recebeu US$ 1 milhão, comparado aos US$ 2,6 milhões do ano anterior. O Partido Coalizão Cívica, um dos principais opositores do governo, pediu à Justiça argentina no início deste ano para investigar "arbitrariedades" na distribuição de publicidade oficial às emissoras de TV aberta.
Além disso, o total de US$ 37,15 milhões gastos pelo governo em publicidade oficial em 2010 superam em 18,5% a quantia registrada em 2009. Analistas acreditam que o Estado poderá continuar a destinar verbas de forma a privilegiar veículos aliados. Recentemente, a Secretaria de Comunicação da Argentina registrou ampliação de seus poderes sobre a distribuição de publicidade oficial, tornando-se uma "supersecretaria".
Neste ano, a Argentina realizará eleições para presidente e as campanhas começam a partir do segundo semestre. A oposição exigiu que o governo crie uma lei para regular a distribuição de publicidade oficial aos veículos de mídia. A proposta, que já foi aprovada por comissões parlamentares, foi encaminhada ao Congresso e aguarda debate no plenário da Câmara e do Senado.
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A denúncia do La Nación se baseou em dados oficiais, porém parciais, já que o governo Kirchner não disponibiliza informações completas sobre as verbas de publicidade oficial desde meados de 2009. Do total de US$ 31,8 milhões que a administração pública destinou em publicidade oficial para a mídia impressa, US$ 6,87 milhões foram enviados ao Grupo Szpolski - que detém os jornais Buenos Aires Econômico e Tiempo Argentino e as revistas Veintitrés e Veintitrés Internacional .
Já o Página 12 recebeu cerca de US$ 8,47 milhões em anúncios do governo. O periódico revolucionou o jornalismo argentino na década de 1990, mas nos últimos anos passou a ser usado como tribuna para o ex-presidente da Argentina, Néstor Kirchner - que faleceu em 2010 - e a atual líder do país, sua viúva.
Em comparação, o jornal oposicionista Clarín recebeu US$ 3,22 milhões, menos que os US$ 6 milhões obtidos em 2009; enquanto o La Nación recebeu US$ 1 milhão, comparado aos US$ 2,6 milhões do ano anterior. O Partido Coalizão Cívica, um dos principais opositores do governo, pediu à Justiça argentina no início deste ano para investigar "arbitrariedades" na distribuição de publicidade oficial às emissoras de TV aberta.
Além disso, o total de US$ 37,15 milhões gastos pelo governo em publicidade oficial em 2010 superam em 18,5% a quantia registrada em 2009. Analistas acreditam que o Estado poderá continuar a destinar verbas de forma a privilegiar veículos aliados. Recentemente, a Secretaria de Comunicação da Argentina registrou ampliação de seus poderes sobre a distribuição de publicidade oficial, tornando-se uma "supersecretaria".
Neste ano, a Argentina realizará eleições para presidente e as campanhas começam a partir do segundo semestre. A oposição exigiu que o governo crie uma lei para regular a distribuição de publicidade oficial aos veículos de mídia. A proposta, que já foi aprovada por comissões parlamentares, foi encaminhada ao Congresso e aguarda debate no plenário da Câmara e do Senado.
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