Governo da Argélia interrompe Internet e Facebook para diminuir alcance dos protestos

Governo da Argélia interrompe Internet e Facebook para diminuir alcance dos protestos

Atualizado em 14/02/2011 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Com a queda dos ditadores do Egito e Tunísia, países vizinhos tentam cortar acesso à meios de comunicação para impedir que os protestos se espalhem. Na Argélia, os primeiros alvos são a internet e as mídias sociais, que têm sido os principais responsáveis pelas mobilizações internacionais e principais inimigos das ditaduras.
De acordo com o jornal The Telegraph , o governo argelino bloqueou o acesso a internet e ao Facebook, devido a intensificação dos protestos no país. Fontes locais dizem que o acesso continua, mas com interrupções e quedas.
Há também relatos de que jornalistas e repórteres que estão cobrindo os protestos, principalmente aqueles que carregam câmeras, estão sendo presos a mando do governo.
O intuito da manobra é impedir que as pessoas se mobilizem pela rede a fim de ir à rua pedir a saída do presidente Abdelaziz Bouteflika, como ocorreu nos casos do Egito e da Tunísia.
Segundo os relatos, milhares de pessoas estão insatisfeitas com as condições de desemprego e pobreza vigentes no país do Magreb. No último sábado, conhecido como "Revolução de 12 de fevereiro", 500 foram detidos somente em Argel, e centenas de outros em cidades argelinas próximas.
Mostafa Boshashi, líder da Liga Argelina para Direitos Humanos disse: "Os Argelinos querem que suas vozes sejam ouvidas também. Eles querem mudança democrática", confirmando o anseio de toda a população regional.






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