Governo cubano responsabiliza jornalista por consequências de sua greve de fome
Governo cubano responsabiliza jornalista por consequências de sua greve de fome
Nesta segunda-feira (08), o governo de Cuba responsabilizou o jornalista Guillermo Fariñas - em greve de fome e sede desde o dia 24 de fevereiro - pelas consequências de sua decisão.
| Divulgação | |
| Guillermo Fariñas |
O jornalista cubano, levado para um hospital na semana passada após desmaiar por "choque hipoglicêmico", exige a liberação de 26 prisioneiros reconhecidos pela Anistia Internacional como presos de consciência.
No entanto, o governo cubano declarou que "não aceitará pressões nem chantagens", informou a agência de notícias Ansa. "Existem princípios bioéticos que obrigam ao médico respeitar a decisão de uma pessoa que decidiu iniciar uma greve de fome. Por isso, de forma alguma podem forçá-lo a ingerir alimentos", explicou o jornal Granma , órgão oficial do Partido Comunista de Cuba.
Para a publicação, "não é a medicina que deve resolver o problema intencionalmente criado com o propósito de desacreditar nosso sistema político, mas sim o próprio paciente os que o manipulam. As consequências serão de sua inteira responsabilidade".
O jornal considera que Farinãs sofre de um "claro desajuste de personalidade", como "um assalariado dos interesses dos Estados Unidos em Havana" e lista uma série de atitudes que indicariam a "conduta antissocial" do jornalista. Além disso, o Granma acusou "meios ocidentais de comunicação" de "chamar a atenção com a mentira pré-fabricada".
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