Governo chinês não renova visto de jornalistas e causa desentendimento com EUA
A chance de que 24 jornalistas do New York Times e da agência de notícias americana Bloomberg sejam expulsos da China até o fim do ano se converteu em um conflito entre Pequim e Washington e foi um dos assuntos que o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, levantou durante encontro, na última quarta-feira (4/12), com o presidente chinês, Xi Jinping.
Atualizado em 06/12/2013 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Jornalistas do "NYT" e Bloomberg podem ser expulsos da China
Segundo O Estado de S. Paulo , nenhum dos repórteres de ambos os veículos havia obtido, até a última quinta (5/12), a renovação de seus vistos de trabalho, sem os quais não poderão permanecer na China. Caso a situação não mude, o primeiro deles terá de deixar o país no dia 17 e os demais, no dia 31.
Embora já tenha expulsado jornalistas, é a primeira vez que a capital chinesa força a saída de todos os correspondentes de uma organização. Caso ocorra, a medida acarretará no fechamento dos escritórios dos grupos na China e afetará seus negócios no país. Segundo o New York Times , os correspondentes foram alertados que seus vistos não estão sendo processados.
O site da Bloomberg está bloqueado na China desde junho do ano passado, quando a agência publicou reportagem que envolvia a família de Xi Jinping. Em outubro do mesmo ano, o New York Times publicou a investigação sobre o patrimônio dos familiares do ex-primeiro-ministro Wen Jiabao, que alcança US$ 2,7 bilhões.
O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, afirmou que a imprensa estrangeira no país sempre foi tratada conforme a lei. "Ao longo dos últimos anos, proporcionamos um ambiente bastante conveniente para jornalistas estrangeiros que trabalham na China".





