Governo chinês desenvolve sistema que filtra na Internet notícias sobre o Tibete
Governo chinês desenvolve sistema que filtra na Internet notícias sobre o Tibete
O Governo chinês tem desenvolvido, em colaboração com empresas locais e estrangeiras - como a Cisco, Sun Microsystems, Yahoo! e Google - sistemas de filtro que detectam o uso de palavras e expressões como "democracia", "massacre de Tiananmen" e "Tibet livre".
Os internautas chineses capazes de ler em inglês tiveram uma agradável surpresa na passada semana. O site da rede britânica BBC está acessível, depois de ter sido bloqueado por vários anos, por divulgar informações consideradas "inadequadas" pelo governo chinês.
No entanto, a versão em chinês do site da BBC continua bloqueada, enquanto o acesso à versão em inglês é aleatório. Quando os usuários tentam, por exemplo, visualizar a notícia "China permite aos diplomáticos estrangeiros entrar no Tibete", recebem a mensagem "Não é possível mostrar a página" e o site trava durante alguns minutos, ficando disponível pouco tempo depois.
"Não são claras as razões que levaram o governo chinês a permitir, de repente, o acesso ao site depois de tantos anos de bloqueio. Assim como não está claro quanto tempo continuará acessível", escreveu Darren Water, editor da seção de Tecnologia da página da BBC News. "O que é seguro é que as autoridades chinesas têm um sistema de controle dinâmico sobre o que os cidadãos podem ou não ver", admitiu.
O desbloqueio pode estar relacionado com os Jogos Olímpicos. Pequim prometeu que os jornalistas que vão cobrir o evento terão acesso livre à Internet, mas não está claro se a abertura só afetará as instalações olímpicas e os hotéis em que estarão alojados os 30 mil jornalistas.
As autoridades chinesas exercem com destreza o bloqueio seletivo de informação. As emissões da cadeia norte-americana CNN e da britânica BBC são "cortadas" quando emitem notícias relacionadas com temas como a independência de Taiwan, o movimento de inspiração budista Falun Gong - ilegal na China - ou as revoltas no Tibete.
Para o governo chinês, estas medidas têm como objetivo reduzir todo o possível efeito que o acesso livre à Internet possa ter sobre a poderosa máquina de propaganda que é o Partido Comunista chinês.
Com informações do site Publico.pt
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