Governo chinês censura notícias sobre líderes envolvidos no escândalo "Panama Papers"

O governo chinês decidiu censurar reportagens e publicações nas redes sociais sobre o envolvimento de líderes do país no escândalo offshore do , revelado pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung em com o International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ).

Atualizado em 05/04/2016 às 15:04, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução China censurou notícias sobre o Panama Papers
De acordo com a BBC, diversas publicações citando o Panama Papers em redes sociais chinesas foram excluídas horas depois da divulgação do escândalo. Referências aos documentos da offshore Mossack Fonseca no Baidu, no Sina Weibo e no WeChat também foram deletadas.
Segundo a emissora pública britânica, apenas blogs e redes sociais informaram sobre o escândalo ao traduzir as denúncias em outros idiomas. Pelo menos 481 tópicos que discutiram o tema foram apagados ao longo da última segunda-feira (4/4).
O site americano Chine Digital Times, que monitora a imprensa no país, divulgou um comunicado oficial em que o governo dá instruções sobre como censurar as notícias e menções ao caso. "Encontrar e deletar republicações e reportagens sobre o 'Panama Papers'. Não dar continuação a conteúdo relacionado. Se material da imprensa estrangeira atacando a China for encontrado em qualquer site, ele será tratado com severidade", diz um trecho do documento.
A revista Foreign Policy destacou que o governo chinês conta com uma estrutura preparada para trabalhar com a censura de qualquer informação que possa afetar seus líderes. A publicação observou que o bloqueio é rápido, mas não funciona no longo prazo, uma vez que os dados vazam na internet.