Governo argentino acusa provedora de internet do Grupo Clarín de operar ilegalmente
Governo argentino acusa provedora de internet do Grupo Clarín de operar ilegalmente
O governo da Argentina deu início a uma campanha para reduzir a lista de cliente da provedora de internet Fibertel, propriedade do Grupo Clarín. Segundo o jornal Folha de S.Paulo , um e-mail enviado a 50 mil pessoas acusa a operadora atua de forma ilegal no país e pede para que os usuários do serviço migrem para outra empresa.
| Divulgação | |
| Cristina Kirchner |
Em agosto deste ano, a Casa Rosada havia ameaçado suspender a licença do Grupo Clarín para operar a empresa Fibertel, que é responsável pelo acesso à internet de um em cada quatro internautas do país.
Caso a suspensão fosse acatada, favoreceria duas multinacionais: a espanhola Telefônica e a italiana Telecom, que conta com empresários ligados ao casal Kirchner - Cristina e Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina.
O governo de Cristina Kirchner já havia denunciado os jornais oposicionistas Clarín e La Nación por crimes contra a humanidade. Segundo Cristina, os veículos teriam adquirido ações da Papel Prensa, maior produtora de papel-jornal argentina, de forma ilegal.
Atualmente, o Grupo Clarín detém 49% das ações da Papel Prensa; o La Nación possui 22,49%; e o Estado argentino mantém o controle de 27,46% da empresa. Os 1,05% restantes se concentram nas mãos de pequenos investidores.
Em setembro, a líder argentina teria acusado o judiciário de ter cedido ao Grupo Clarín, ao conceder liminar que suspendeu o cancelamento da licença da Fibertel um mês depois de o Executivo ter anunciado sua extinção. Em seu veredicto, o juiz Elvio Sagarra declarou que o governo "deverá se abster por si e/ ou através de seus organismos ou terceiros de afetar de qualquer forma a efetiva prestação do serviço" da operadora.
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