Governador do Acre processa jornalista Vera Magalhães, da "Folha", por injúria
Funcionária pública disse que ele agia como "coiote" em uma matéria sobre refugiados haitianos.
Atualizado em 20/06/2014 às 13:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A jornalista Vera Magalhães, da Folha de S.Paulo , e a secretária de Justiça do governo paulista, Eloisa Arruda, estão sendo processadas pelo governador do Acre, Tião Viana, que entrou na Justiça após a funcionária pública dizer que ele agia como "coiote" em uma sobre refugiados haitianos.
De acordo com a Folha , Viana alega que tanto a jornalista quanto a secretária teriam cometido crime de injúria - quando se atribui a alguém algo que fere sua dignidade. O texto em questão foi publicado no dia 26 de abril desta ano na coluna "Painel", e relatava a opinião da secretária sobre o envio pelo Acre de imigrantes haitianos para São Paulo (SP). "Um governo não pode patrocinar uma ação dessas, não pode agir como coiote'", dizia ela na nota.
Crédito:Divulgação/Folha Vera Magalhães é editora da Coluna "Painel", da Folha O advogado do jornal, Luís Francisco Carvalho Filho, disse que lhe causou estranheza o fato de o governador ter feito queixa-crime contra Vera, uma vez que ela exerceu sua função de informar. Viana, entretanto, explicou que a incluiu na ação por "exigência legal": "A desistência da ação em relação à jornalista representaria também a desistência da ação em relação à secretária", ponderou.
Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a ação ao avaliá-la como "desproporcional e ilegítimo o uso do direito penal como restrição à liberdade de expressão". A entidade pediu ainda a revisão da lei para que "calúnia, injúria e difamação deixem de ser consideradas crime".
De acordo com a Folha , Viana alega que tanto a jornalista quanto a secretária teriam cometido crime de injúria - quando se atribui a alguém algo que fere sua dignidade. O texto em questão foi publicado no dia 26 de abril desta ano na coluna "Painel", e relatava a opinião da secretária sobre o envio pelo Acre de imigrantes haitianos para São Paulo (SP). "Um governo não pode patrocinar uma ação dessas, não pode agir como coiote'", dizia ela na nota.
Crédito:Divulgação/Folha Vera Magalhães é editora da Coluna "Painel", da Folha O advogado do jornal, Luís Francisco Carvalho Filho, disse que lhe causou estranheza o fato de o governador ter feito queixa-crime contra Vera, uma vez que ela exerceu sua função de informar. Viana, entretanto, explicou que a incluiu na ação por "exigência legal": "A desistência da ação em relação à jornalista representaria também a desistência da ação em relação à secretária", ponderou.
Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a ação ao avaliá-la como "desproporcional e ilegítimo o uso do direito penal como restrição à liberdade de expressão". A entidade pediu ainda a revisão da lei para que "calúnia, injúria e difamação deixem de ser consideradas crime".





