Gostaríamos de ter mais diálogo com as instituições e os governos, diz Pablo Giuliano
Pablo Giuliano está no Brasil há quase dez anos.Profissional da ANSA ele foi transferido para São Paulo em 2005 e ficou comocorrespondente n
Pablo Giuliano está no Brasil há quase dez anos. Profissional da ANSA ele foi transferido para São Paulo em 2005 e ficou como correspondente na região. Em 2013, quando passou a trabalhar para a EFE, poderia ter ido para outro país, mas não foi.
“A minha relação com o Brasil é sobretudo jornalística, mas gostei de morar aqui. Eu escolhi ficar”, contou ele pouco antes do painel "Os desafios de ser jornalista na América Latina", durante o mídia.JOR.
No painel, ele debateu temas como censura, violência e controle midiático ao lado dos colegas Ariel Palacios, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo e da GloboNews na Argentina; Verónica Goyzueta, correspondente do jornal espanhol ABC News ; e Kamil Ergin, representante da Cihan News Agency na América Latina.
É precisomais acesso
Para o argentino, na América Latina em geral as dificuldades são ‘pequenas’ em comparação a períodos como as ditaduras, por causa das perseguições e mortes. No entanto, falando do Brasil, ele chama atenção para três pontos no país, sendo o principal a violência contra os profissionais.
Além disso , como presidente da Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE) e correspondente do El Telégrafo , ele tambémvê entre os principais problemas o pouco acesso a determinadas fontes. “Gostaríamos de ter muito mais diálogo com as instituições e com os governos”, explica.
Outro ponto que precisa ser melhorado é a relação com asassessorias de imprensa, pois para ele acabam atrapalhando o trabalho dos jornalistas, funcionando “mais como escritórios de marketing”. “Você praticamente não fala com os protagonistas, tem muitos filtros. Tem uma hegemonia das assessorias que não é muito bom”, lamenta.
Sobre omídia.JOR
Seminário de comunicação que discute o presente e o futuroda imprensa no país e no mundo, atualizando os paradigmas da comunicação à luzd o novo cenário social, tecnológico, político e econômico. É uma referência para profissionais das redações e das assessorias de comunicação, pensadores e pesquisadores de jornalismo, estudantes e professores, e para a sociedade civil que se interessa por jornalismo, comunicação e novas tecnologias. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.
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