Google diz que deixa China em caso de censura do governo
Google diz que deixa China em caso de censura do governo
O Google informou na última quarta-feira (10) que deixará as operações na China, caso seja obrigado a optar entre a censura a determinados conteúdos e a permanência no país. A informação foi confirmada pela vice-presidente da empresa, Nicole Wong.
"O Google está firme em sua decisão de não censurar os resultados das buscas a pedido da China", disse a executiva, em um Comitê da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.
A afirmação de Nicole é mais um capítulo no embate entre o Google e o governo chinês pelo acesso e limites no conteúdo veiculado na internet. No dia 12 de janeiro, a multinacional informou que hackers tentaram invadir contas do Gmail de ativistas de direitos humanos da China. Após a ação, o Google passou a criticar as políticas de censura aplicadas pelo governo, que vetam determinadas palavras e conteúdos no serviço de buscas.
Nicole diz estar ciente quanto à "seriedade e importância" de uma possível saída do mercado chinês, tendo em vista as "centenas de empregados" que atuam pela empresa no país. A executiva ressalta, porém, ressalta que o Google está "preparado" para deixar a China, caso as negociações com Pequim não provoquem resultados positivos.
"Não vamos modificar nossa decisão de não censurar resultados" de buscas, disse a executiva a deputados que analisam as relações entre a tecnologia da internet e o apoio a ativistas da democracia no mundo. A informação é da agência AFP.
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