Globo se pronuncia sobre polêmica entre Renata Vasconcellos e Jair Bolsonaro

A emissora diz que zela pelo cumprimento integral da CLT, que assegura o princípio da isonomia nas relações de trabalho e cita parcerias que

Atualizado em 31/08/2018 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

A Rede Globo se pronunciou pela primeira vez sobre o episódio em que a jornalista Renata Vasconcellos retrucou uma resposta do candidato a presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), em entrevista ao vivo na bancada do Jornal Nacional, nesta semana.


Crédito:Reprodução TV Globo Entrevista foi realizada na última terça-feira
Em comunicado enviado à redação do portal , fez para fortalecer a luta contra desigualdades.

Na última terça-feira, ao falar sobre diferença salarial entre homens e mulheres, Bolsonaro sugeriu que Renata não ganhava o mesmo que William Bonner, com quem ela apresenta o Jornal Nacional. “Eu não sei ao certo, mas com toda certeza há uma diferença salarial aqui. Parece que é muito maior para ele do que para a senhora. São cargos semelhantes”, disse o candidato.


Renata retrucou quando Bonner ia interromper Bolsonaro. “Desculpe, eu vou interromper vocês dois. Eu poderia, até como cidadã e como qualquer cidadão brasileiro, fazer questionamento sobre os seus proventos porque o senhor é um funcionário público, um deputado federal há 27 anos, e, como contribuinte, eu ajudo a pagar seu salário. O meu salário não diz respeito a ninguém e eu posso garantir ao senhor que, como mulher, eu jamais aceitaria um salário menor que o de um homem que exercesse as mesmas funções e atribuições que eu”, disse Renata.

Veja o comunicado da emissora:


“A Globo está em linha com as melhores práticas de remuneração e valorização dos talentos do mercado. Não comentamos políticas internas, mas podemos afirmar que zelamos pelo cumprimento integral da CLT, que assegura o princípio da isonomia nas relações de trabalho. Além disso, recordamos que lançamos, há dois anos, a plataforma ‘Tudo começa pelo Respeito’, em parceria com UNESCO, UNICEF, UNAIDS e ONU MULHERES, que atua na mobilização da sociedade para o fortalecimento de uma cultura que não apenas tolere, mas respeite e discuta amplamente os direitos de públicos vulneráveis à discriminação e ao preconceito, reduzindo as desigualdades sociais”.


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