Globo não terá que fazer cobertura da campanha de Alexandre Padilha (PT), diz TRE

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou o pedido do candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), contra a TV Globo. O objetivo era fazer com que o jornal “SPTV” fizesse a cobertura diária de sua campanha, o que não acontece porque a emissora estabeleceu que só cobriria candidatos que tivessem ao menos 6% das intenções de votos.

Atualizado em 23/08/2014 às 12:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , o juiz Marcelo Coutinho não aceitou a liminar justificando que no País há dezenas de partidos o que inviabilizaria a cobertura de todos eles pela imprensa. “Em uma República como a nossa, onde se aglomeram mais de três dezenas de partidos políticos, hoje 32 inscritos para ser exato, existe a possibilidade teórica da candidatura de inúmeros indivíduos a cargos majoritários, alguns dos quais sem qualquer representatividade popular e que em nome de uma igualdade absoluta, poderiam reivindicar espaço em mídia televisiva, ainda que só para isso existissem”.

Crédito:Fabio Rodrigues/ AgBr Alexandre Padilha é candidato ao governo de São Paulo pelo PT Em seu parecer, o juiz reconhece a representatividade história do PT, mas ressaltou que as regras estabelecidas pela Globo são válidas. Segundo a última pesquisa Datafolha, Padilha aparecia com 5% das intenções de voto.

Caso seu pedido de Padilh fosse aceito, abriria precedentes para que outros partidos seguissem o mesmo caminho, buscando o direito na justiça. Vale lembrar que o ex-ministro da Saúde já havia obtido parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, que alegou que pelo princípio da isonomia assegurada pela lei eleitoral, Padilha teria direito à mesma periodicidade de cobertura jornalística que os demais candidatos.


Apesar de a entidade reconhecer que não é possível obrigar um meio de comunicação a fazer coberturas diárias, a emissora deve ao menos definir o tempo destinado a cada candidatura, de acordo com a representatividade de cada uma.


Em nota no começo da semana, o presidente do PT-SP, Emídio de Souza, destacou que os veículos de comunicação contam com concessão pública e “não podem, até por isso, ser usados para beneficiar essa ou aquela candidatura; devendo pautar sua atuação durante as eleições pela imparcialidade”.