Globo faturou R$ 6,2 bilhões de publicidade federal durante os 12 anos de governo do PT
Segunda maior verba foi destinada à Rede Record, seguida do SBT, Band e RedeTV!
Atualizado em 30/06/2015 às 09:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Rede Globo e as cinco emissoras de sua propriedade (em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Recife) receberam R$ 6,2 bilhões em durante os 12 anos de governo do PT, segundo dados divulgados na última segunda-feira pelo jornalista Fernando Rodrigues, no portal UOL.
Crédito:Divulgação Globo e cinco afiliadas receberam maior parte da publicidade federal nos últimos 12 anos
O valor recebido seria ainda mais alto se considerado os valores pagos a emissoras afiliadas, como a TV Tem, que abrange parte do interior de São Paulo (São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba), e faturou R$ 8,5 milhões de publicidade estatal federal no ano passado. O canal é do empresário José Hawilla, envolvido no escândalo de corrupção da Fifa. A segunda maior verba foi destinada à Rede Record, R$ 2 bilhões. De 2003 a 2014, o SBT recebeu R$ 1,6 bi, a Band, R$ 1 bi e a RedeTV! ficou com R$ 408 milhões.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua sucessora, Dilma Rousseff, investiram um total de R$ 13,9 bilhões para promover propaganda em todas as TVs do país. A parte destinada apenas às emissoras da Globo representa quase metade do total. Embora os números sejam elevados, a porcentagem destinada ao canal tem sido reduzida.
No fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, as emissoras globais detinham 49% das verbas estatais destinadas à propagada em TV aberta, chegaram a 59% durante o governo Lula e, no ano passado, a Globo ainda liderava com R$ 453,5 milhões investidos, mas do total, o valor representa 36%.
Internet, jornais e revistas
A internet é a segunda plataforma que mais recebe dinheiro para publicidade estatal do governo. O UOL, que pertence ao Grupo Folha, recebeu 39,8 milhões de visitantes únicos em dezembro do ano passado, teve R$ 14,7 milhões de faturamento.
O G1 e o portal Globo.com que, juntos, tiveram uma audiência de 34,1 milhões de visitantes únicos no mesmo período, receberam R$ 13,5 milhões de verbas federais de publicidade nesse ano. Já o Terra e o R7 receberam 9 e 6 milhões de reais respectivamente.
Os jornais impressos arrecadaram R$ 2,1 bilhões com propagadas. Ao todo, R$ 730,3 milhões, 35%, foram destinados a somente quatro publicações: O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico . Essas publicações recebiam um volume de receita proporcionalmente igual entre 2000 e 2002, mesmo com Fernando Henrique na presidência. O jornal O Globo foi o que mais recebeu verba no ano passado: R$ 21,5 milhões.
Já a versão digital que mais deteve verba foi do Estadão (R$ 2,7 mi), seguido por O Globo (R$ 2,4, mi). A Folha de S.Paulo recebeu R$ 2,1 milhões e o Valor recebeu R$ 288 mil, somente 10,5% do valor destinado ao Estadão .
A revista Veja recebeu R$ 19,9 milhões. O ano em que ganhou mais foi 2009, quando o governo lhe destinou R$ 43,7 milhões. Ao todo, a publicação já recebeu R$ 370,9 mi de Dilma e Lula. Se somar as verbas de publicidade feita por empresas estatais, são mais de 700 milhões. Em seguida vem a Época , com R$ 168,4 mi, a IstoÉ , com R$ 145,4 mi e a CartaCapital com R$ 61 mi, 16,4% do destinado à Veja .
Crédito:Divulgação Globo e cinco afiliadas receberam maior parte da publicidade federal nos últimos 12 anos
O valor recebido seria ainda mais alto se considerado os valores pagos a emissoras afiliadas, como a TV Tem, que abrange parte do interior de São Paulo (São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba), e faturou R$ 8,5 milhões de publicidade estatal federal no ano passado. O canal é do empresário José Hawilla, envolvido no escândalo de corrupção da Fifa. A segunda maior verba foi destinada à Rede Record, R$ 2 bilhões. De 2003 a 2014, o SBT recebeu R$ 1,6 bi, a Band, R$ 1 bi e a RedeTV! ficou com R$ 408 milhões.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua sucessora, Dilma Rousseff, investiram um total de R$ 13,9 bilhões para promover propaganda em todas as TVs do país. A parte destinada apenas às emissoras da Globo representa quase metade do total. Embora os números sejam elevados, a porcentagem destinada ao canal tem sido reduzida.
No fim do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, as emissoras globais detinham 49% das verbas estatais destinadas à propagada em TV aberta, chegaram a 59% durante o governo Lula e, no ano passado, a Globo ainda liderava com R$ 453,5 milhões investidos, mas do total, o valor representa 36%.
Internet, jornais e revistas
A internet é a segunda plataforma que mais recebe dinheiro para publicidade estatal do governo. O UOL, que pertence ao Grupo Folha, recebeu 39,8 milhões de visitantes únicos em dezembro do ano passado, teve R$ 14,7 milhões de faturamento.
O G1 e o portal Globo.com que, juntos, tiveram uma audiência de 34,1 milhões de visitantes únicos no mesmo período, receberam R$ 13,5 milhões de verbas federais de publicidade nesse ano. Já o Terra e o R7 receberam 9 e 6 milhões de reais respectivamente.
Os jornais impressos arrecadaram R$ 2,1 bilhões com propagadas. Ao todo, R$ 730,3 milhões, 35%, foram destinados a somente quatro publicações: O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Valor Econômico . Essas publicações recebiam um volume de receita proporcionalmente igual entre 2000 e 2002, mesmo com Fernando Henrique na presidência. O jornal O Globo foi o que mais recebeu verba no ano passado: R$ 21,5 milhões.
Já a versão digital que mais deteve verba foi do Estadão (R$ 2,7 mi), seguido por O Globo (R$ 2,4, mi). A Folha de S.Paulo recebeu R$ 2,1 milhões e o Valor recebeu R$ 288 mil, somente 10,5% do valor destinado ao Estadão .
A revista Veja recebeu R$ 19,9 milhões. O ano em que ganhou mais foi 2009, quando o governo lhe destinou R$ 43,7 milhões. Ao todo, a publicação já recebeu R$ 370,9 mi de Dilma e Lula. Se somar as verbas de publicidade feita por empresas estatais, são mais de 700 milhões. Em seguida vem a Época , com R$ 168,4 mi, a IstoÉ , com R$ 145,4 mi e a CartaCapital com R$ 61 mi, 16,4% do destinado à Veja .





