Globo é autuada por denúncias de racismo na minissérie "Sexo e as Negas"
Queixas contra a produção mobilizam diversas organizações do movimento negro
Atualizado em 11/09/2014 às 09:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
A série "Sexo e as Negas", de Miguel Falabella, ainda não foi ao ar, mas já acumula sete denúncias de racismo na ouvidoria da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Na última quarta-feira (10/9), o órgão autuou a Rede Globo e pediu mais informações sobre o conteúdo do programa, que deve estrear na próxima terça-feira (16/9).
Crédito:Divulgação Emissora foi autuada e deverá dar informações sobre o programa à Seppir
De acordo com o portal UOL, o órgão informou que também enviou as acusações ao Ministério Público no Rio de Janeiro (RJ) para um avaliação do caso. "A Ouvidoria da Igualdade Racial vê com estranheza e preocupação qualquer tipo de manifestação que reproduza estereótipos racistas, machistas, que se alicerce na sexualidade das mulheres negras", disse o titular da Seppir, Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior.
Carlos Alberto frisou que os meios de comunicação apresentam papel importante numa sociedade democrática e devem garantir os direitos das pessoas, independente da cor, crença ou orientação sexual.
Em sua no Facebook, o autor Miguel Falabella respondeu às críticas sobre racismo e se disse indignado. "Como é que se tem a pachorra de falar de preconceito, quando pré-julgam e formam imediatamente um conceito rancoroso sobre algo que sequer viram? 'Sexo e as Negas' não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham, que buscam um amor ideal", esclareceu.
"Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as 'negas'? As negas, volto a explicar, é uma questão de prosódia. Os baianos arrastam a língua e dizem 'meu nego', os cariocas arrastam a língua e devoram os S. Se é o sexo, por que as americanas brancas têm direito ao sexo e as negras não? Que caretice é essa? O problema é por que elas são de comunidade?", questionou ele.
As e de mulheres, que iniciaram pela internet uma campanha de boicote ao programa, adaptação do seriado americano “Sex and the city”. O site Blogueiras Negras, por exemplo, publicou na última quarta-feira (10/9) uma ao autor para condenar suas declarações no Facebook.
Intitulada "Ah! Branco, dá um tempo!", o documento rebate as afirmações. "[Você] alega que o título da série veio de uma mulher negra. Aliás, me pergunto se essa mesma mulher recebeu os devidos créditos e bufunfa por sua colaboração já que foi descrita por você como nada mais que um estereótipo, alguém que não merece nome, muito menos sobrenome", diz um trecho do texto.
Crédito:Divulgação Emissora foi autuada e deverá dar informações sobre o programa à Seppir
De acordo com o portal UOL, o órgão informou que também enviou as acusações ao Ministério Público no Rio de Janeiro (RJ) para um avaliação do caso. "A Ouvidoria da Igualdade Racial vê com estranheza e preocupação qualquer tipo de manifestação que reproduza estereótipos racistas, machistas, que se alicerce na sexualidade das mulheres negras", disse o titular da Seppir, Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior.
Carlos Alberto frisou que os meios de comunicação apresentam papel importante numa sociedade democrática e devem garantir os direitos das pessoas, independente da cor, crença ou orientação sexual.
Em sua no Facebook, o autor Miguel Falabella respondeu às críticas sobre racismo e se disse indignado. "Como é que se tem a pachorra de falar de preconceito, quando pré-julgam e formam imediatamente um conceito rancoroso sobre algo que sequer viram? 'Sexo e as Negas' não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham, que buscam um amor ideal", esclareceu.
"Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as 'negas'? As negas, volto a explicar, é uma questão de prosódia. Os baianos arrastam a língua e dizem 'meu nego', os cariocas arrastam a língua e devoram os S. Se é o sexo, por que as americanas brancas têm direito ao sexo e as negras não? Que caretice é essa? O problema é por que elas são de comunidade?", questionou ele.
As e de mulheres, que iniciaram pela internet uma campanha de boicote ao programa, adaptação do seriado americano “Sex and the city”. O site Blogueiras Negras, por exemplo, publicou na última quarta-feira (10/9) uma ao autor para condenar suas declarações no Facebook.
Intitulada "Ah! Branco, dá um tempo!", o documento rebate as afirmações. "[Você] alega que o título da série veio de uma mulher negra. Aliás, me pergunto se essa mesma mulher recebeu os devidos créditos e bufunfa por sua colaboração já que foi descrita por você como nada mais que um estereótipo, alguém que não merece nome, muito menos sobrenome", diz um trecho do texto.





